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Q3504102 Pedagogia
Desde a década de 1990, diversos países, com diferentes orientações político-ideológicas, têm implementado ou incentivado a criação de sistemas de avaliação e indicadores com o objetivo de realizar comparações em larga escala, tanto nacional quanto internacionalmente. Exemplos no Brasil incluem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Sob uma perspectiva crítica, geralmente as avaliações, os testes e os exames são ancorados na lógica do
Alternativas

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Alternativa correta: C

1. Tema central da questão

A questão aborda a avaliação educacional em larga escala e a lógica que orienta esses sistemas, como Ideb e Enem, relacionando-os ao conceito de Estado-Avaliador e à influência de organismos internacionais como a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).

2. Resumo teórico

Desde os anos 1990, governos implementam avaliações para padronizar a qualidade da educação e criar indicadores comparáveis internacionalmente. O Estado-Avaliador, conceito central, tem foco em resultados mensuráveis, ranqueamento e competitividade, normalmente desconsiderando as particularidades locais. Essas práticas são criticadas por priorizar a qualidade total (eficiência e desempenho), e não a qualidade social (contexto e inclusão).

Referência: SORDI, Mara Regina. Política de avaliação da educação básica no Brasil. In: Políticas educacionais: O Estado avaliador. Autores Associados, 2012.

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa C é correta porque descreve o Estado-Avaliador como orientado pelo PISA e OCDE, priorizando padronização, competitividade e ranqueamento nos sistemas educacionais, ignorando as necessidades e realidades locais e focando na “qualidade total”. Essa abordagem está alinhada à crítica predominante na literatura pedagógica, reforçando que tais avaliações nem sempre promovem justiça social ou inclusão.

4. Análise das alternativas incorretas

A: Fala em Estado-Avaliador, padronização e ranqueamento, mas contradiz a crítica ao afirmar que busca “compreender as necessidades” e “subsidiar a qualidade social”. Isso não condiz com o foco avaliativo criticado.

B: Usa o termo “Estado-Regulador” (em vez de Estado-Avaliador). Apesar de mencionar ranqueamento e qualidade, mistura conceitos, pois o Estado-Regulador tem lógica mais voltada à normatização do que à avaliação em larga escala.

D: Traz a ideia de regulação e respeito às “particularidades nacionais”, o que não reflete a crítica central – justamente o oposto do que se discute no contexto das avaliações internacionais.

5. Estratégia de interpretação

Atenção às palavras-chave: Estado-Avaliador, padronização, competitividade, ranqueamento e falta de atenção às especificidades. Fuja das alternativas que citam inclusão ou respeito às diferenças, pois contradizem a crítica central de avaliações em larga escala.

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