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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 003 |
Q1673969 Medicina

Um paciente de 24 anos de idade, morador do interior do estado da Bahia, aguarda atendimento médico informando que, desde os 7 anos de idade, iniciou quadro de inchaço nas pernas e nos pés. Relata dor intensa e sensação de queimação. Nega quadro de erisipela. Ao exame físico das pernas, foi evidenciado um importante edema nos MMII em região dos pés e das pernas, mas as coxas são normais. Verificaram-se, também, perna direita quase 15 cm maior em diâmetro que a esquerda (medindo na fita métrica); edema duro e que não melhora com elevação das pernas; sinal de Stemmer positivo; sensibilidade inalterada; força muscular normal; e pulsos presentes.


Em relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


O paciente possuiu uma doença incurável, porém o tratamento a partir dos 7 anos de idade teria evitado a progressão da doença.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C (certo)

Tema central: O caso descreve um linfedema primário, uma condição crônica caracterizada por falhas congênitas no sistema linfático, que leva ao acúmulo de líquido nos tecidos, principalmente em membros inferiores. O sinal de Stemmer positivo (impossibilidade de pinçar a pele do dorso dos artelhos), o início em idade jovem e a ausência de histórico de processos infecciosos ou traumáticos ajudam a fechar o diagnóstico.

Justificativa da alternativa correta:

Sim, o linfedema primário não tem cura definitiva. No entanto, a intervenção precoce é capaz de evitar agravamento do edema, deformidades e quadros infecciosos como a erisipela de repetição. De acordo com diretrizes internacionais, como o Percurso Clínico Europeu para Linfedema Primário, o acompanhamento especializado (drenagem linfática manual, terapia de compressão, cuidados com a pele e educação do paciente) desde a infância pode atrasar a progressão e preservar a funcionalidade do membro.

Segundo o Ministério da Saúde (Manual de Linfedema – Atenção Básica, p. 14):
“O tratamento, apesar de não promover a cura, pode controlar o edema, evitando o agravamento e limitando complicações.”

Análise crítica da alternativa incorreta (E):

A alternativa “E” (“errado”) está incorreta porque ignora o papel absolutamente fundamental do tratamento precoce para limitar complicações e evitar progresso do linfedema. Negar benefício da terapia precoce é um erro clássico em provas: lembre-se sempre de que, em doenças crônicas incuráveis, a abordagem ideal visa controlar sintomas e limitar danos.

Estratégia para provas:

Note os detalhes: sinal de Stemmer positivo, edema que não melhora com elevação e diferença de diâmetro importante sugerem linfedema, não doença vascular venosa ou infecciosa. Atenção a esses achados clínicos costuma ser cobrada em concursos!

Reforço com evidências científicas: O UpToDate e trabalhos recentes endossam que “medidas precoces evitam o avanço do linfedema e melhoram desfecho funcional e qualidade de vida”.

Resumo: O linfedema primário é incurável, mas o tratamento iniciado precocemente reduz sua progressão e previne sequelas graves. Lembre sempre deste conceito: quando não há cura, controlar e prevenir avanço é fundamental!

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Comentários

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O item está correto. O paciente apresenta sinais e sintomas de linfedema, que se caracteriza pela acumulação de linfa nos tecidos do corpo, causando inchaço e dor. O linfedema pode ser primário, quando ocorre devido a uma anomalia no desenvolvimento do sistema linfático, ou secundário, quando é consequência de outra doença ou lesão. No caso do paciente em questão, a história de início dos sintomas aos 7 anos de idade sugere que se trata de uma forma primária. Embora não haja cura para o linfedema, o tratamento precoce com medidas como uso de meias compressivas, fisioterapia e drenagem linfática pode evitar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. Portanto, o item está correto ao afirmar que o tratamento iniciado aos 7 anos de idade teria evitado a progressão da doença.

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