Um paciente de 24 anos de idade, morador do interior do esta...
Um paciente de 24 anos de idade, morador do interior do estado da Bahia, aguarda atendimento médico informando que, desde os 7 anos de idade, iniciou quadro de inchaço nas pernas e nos pés. Relata dor intensa e sensação de queimação. Nega quadro de erisipela. Ao exame físico das pernas, foi evidenciado um importante edema nos MMII em região dos pés e das pernas, mas as coxas são normais. Verificaram-se, também, perna direita quase 15 cm maior em diâmetro que a esquerda (medindo na fita métrica); edema duro e que não melhora com elevação das pernas; sinal de Stemmer positivo; sensibilidade inalterada; força muscular normal; e pulsos presentes.
Em relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Não há benefício, nesse momento, de indicação de drenagem linfática manual.
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Tema central: O caso descreve linfedema crônico unilateral de membros inferiores, confirmado por sinais típicos: edema duro não depressível, edema que não melhora com elevação do membro e sinal de Stemmer positivo (impossibilidade de pinçar a pele no dorso do pé). Estes achados, especialmente com início ainda na infância, sugerem linfedema primário (congênito).
Análise e raciocínio: O linfedema é o acúmulo crônico de linfa por falha (congênita ou adquirida) do sistema linfático. O inchaço é indolor a princípio, tornando-se muitas vezes duro, com sensação de peso e queimação, podendo evoluir para aumento volumétrico marcante do membro afetado, como no caso apresentado. Dor, infecções secuntárias e prejuízo funcional podem surgir na evolução.
Drenagem Linfática Manual (DLM): Trata-se de técnica fisioterapêutica fundamentada. Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB): “O tratamento associado com o emprego de CPI e DLM, bem como o uso de luvas compressivas e cuidados com a pele (...), demonstrou uma redução do volume de linfedema (...), com p < 0,05.” Portanto, a DLM é recomendada no manejo do linfedema, especialmente em estágios iniciais e intermediários, reduzindo o volume e sintomas.
A evidência científica corrobora: revisão publicada na Revista Estética em Movimento destaca que a DLM melhora significativamente a qualidade de vida de pacientes com linfedema, sendo reconhecida em protocolos nacionais e internacionais (como OMS e SBACV).
Análise das alternativas:
- C) certo: Incorreta. Afirmar que não há benefício da DLM é um erro. A literatura e as diretrizes demonstram clara indicação da drenagem linfática manual neste cenário.
- E) errado: CORRETA. Pois a DLM tem, sim, benefício comprovado no tratamento do linfedema, mesmo em quadros crônicos como o descrito.
Estratégias para a prova: Fique atento a frases taxativas (“não há benefício”, “não está indicado”, etc.) e relacione sempre com o conhecimento das principais indicações terapêuticas. Dê atenção especial aos sinais semiológicos clássicos (como o Sinal de Stemmer), que podem direcionar o diagnóstico.
Resumo final: A drenagem linfática manual é indicada no linfedema; portanto, a alternativa correta é E) errado.
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