Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA entr...
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Tema central da questão: Displasias cervicais — alteração celular do epitélio do colo uterino detectada pelo exame citopatológico (Papanicolau). O manejo depende do tipo de lesão, idade, fatores de risco e condições de imunidade da paciente.
Justificativa da alternativa correta (D):
Segundo diretriz do Ministério da Saúde, em pacientes imunossuprimidas (HIV+, imunossupressores), a conduta recomendada para citologia LSIL é colposcopia imediata após o primeiro resultado alterado. Isso ocorre pois o risco de progressão para lesão de alto grau ou câncer é significativamente maior nestas pacientes (Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, p. 53). A colposcopia possibilita uma avaliação detalhada, rápida e segura, permitindo o manejo precoce de eventuais lesões mais graves.
Análise das alternativas incorretas:
A) ASC-H: Repetir citologia em 6 meses se paciente com menos de 30 anos.
Incorreta. Em casos de ASC-H (atipias escamosas de significado indeterminado, não sendo possível afastar lesão de alto grau), a conduta correta é colposcopia imediata para TODAS as pacientes, independentemente da idade (MS, p. 49-51).
B) Citologia AIS: Somente conização se biópsia colposcópica confirmar.
Incorreta. Lesão glandular (AIS) demanda avaliação com colposcopia, biópsia dirigida e, mesmo sem confirmação histológica, conização é indicada devido ao risco de infiltração subepitelial e dificuldade do diagnóstico (FEBRASGO, Protocolos Assistenciais).
C) AGC: Biópsia negativa – apenas repetição da citologia em 6 meses.
Incorreta. Nas atipias glandulares (AGC), é necessário investigação ampliada (colposcopia, curetagem endocervical, eventualmente avaliação endometrial), mesmo com biópsia inicial negativa, devido ao risco de lesão oculta.
E) ASC-H: Repetir citologia em 12 meses se paciente com menos de 35 anos.
Incorreta. Novamente a conduta é colposcopia imediata, não dependente da idade, pois há importante risco de lesão de alto grau.
Pontos-chave e possíveis pegadinhas: Fique atento às recomendações específicas em pacientes imunossuprimidas — sempre devem ser manejadas de forma mais rigorosa. Termos de tempo para repetir exame (6 ou 12 meses) são frequentemente usados como distração nesta temática e não se aplicam a pacientes com fatores de risco ou alterações mais graves.
Referência essencial: Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, Ministério da Saúde, 2ª edição revisada e ampliada, p. 52-53.
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