A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
No primeiro livro de A República, Platão apresenta a célebre
afirmação de Trasímaco de que a justiça equivale ao “favorável
para o mais forte”. Com o intuito de refutar a tese do sofista,
Platão formula outra definição, na qual defende a
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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