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Puérpera, 40 anos, G4P4, em pós parto imediato de parto nor...

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Q1942391 Medicina

Puérpera, 40 anos, G4P4, em pós parto imediato de parto normal com laceração de 1°grau, apresentou sangramento vaginal aumentado em leito de enfermaria, necessitado de atendimento imediato e utilização de protocolo para Hemorragia Puerperal. Realizou seguimento de pré-natal em serviço terciário devido a diagnóstico de hipertensão gestacional, polidrâmnio e anemia materna.


Qual das opções a seguir não configura fator de risco para o quadro apresentado pela paciente? 

Alternativas

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Tema central da questão: O enunciado trata dos fatores de risco para hemorragia puerperal, uma complicação obstétrica grave e altamente relevante na prática clínica e em provas de concursos.

Justificativa da alternativa correta (D – Anemia materna):
A anemia materna não é reconhecida como fator de risco direto para hemorragia puerperal nas principais diretrizes nacionais e internacionais. Embora a anemia agrave a evolução de quadros hemorrágicos, especialmente devido à diminuição da reserva sanguínea e aumento do risco de choque hipovolêmico, ela não precipita o sangramento—apenas piora seu prognóstico.
Segundo o Protocolo da FCM/UNICAMP sobre Hemorragia Puerperal, "Anemia materna não aumenta a incidência de hemorragia, apenas seus riscos e complicações" (p.10).

Análise das alternativas incorretas:

A) Hipertensão gestacional – Está entre os fatores de médio risco, pois pode predispor a distúrbios de coagulação e atonia uterina.

B) Polidrâmnio – Leva à superdistensão uterina, que favorece a atonia uterina, principal causa de hemorragia pós-parto.

C) Idade materna avançada – Acima de 40 anos, representa risco para complicações obstétricas, incluindo hemorragia puerperal, devido à menor contratilidade uterina e maior incidência de patologias placentárias.

E) Distúrbio de coagulação congênitos ou adquiridos – São fatores de alto risco reconhecidos para hemorragia puerperal, pois dificultam a hemostasia fisiológica no puerpério.

Pontos de atenção na leitura: A banca apresenta alternativas muito realistas; utilize o filtro do que é causa (risco de sangramento) e o que é consequência ou agravante (piora o quadro, mas não provoca). Termos como “não configura fator de risco” exigem atenção redobrada.

Em suma: Anemia materna não é fator de risco direto para hemorragia puerperal, diferentemente das demais opções, que estão amplamente documentadas em protocolos como OPAS/Ministério da Saúde e literatura clássica (Williams Obstetrícia, Cap. 41).

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Comentários

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A alternativa C não configura fator de risco para o quadro apresentado pela paciente. Em relação aos outros fatores de risco mencionados, a hipertensão gestacional pode predispor a sangramento pós-parto, o polidrâmnio pode aumentar o risco de lacerações perineais, e a anemia materna pode levar a uma redução da capacidade de coagulação sanguínea. Já os distúrbios de coagulação podem comprometer a formação do coágulo após o parto e levar a hemorragias. A idade materna avançada, por si só, não é um fator de risco para hemorragia puerperal, embora possa aumentar o risco de outras complicações na gestação e parto.

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