A concordância das palavras no trecho “É conversar no silên...

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Q2039316 Português
AFINIDADE

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem a todo e qualquer tempo. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando realmente há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação no exato ponto em que foi interrompido.
Retoma também o diálogo, a conversa, o afeto.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
É muito raro ter afinidade.
Mas quando existe não se precisa de códigos verbais para se expressar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
Afinidade é jamais "sentir por".
Quem "sente por", confunde afinidade com masoquismo,
mas quem "sente com", avalia sem se contaminar.
(...)
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retornar à relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas ou tiradas pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Do livro: "Alguém que já não fui" Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros - Adaptado

Fonte: https://www.contandohistorias.com.br/cgi-bin/ch.cgi
A concordância das palavras no trecho “É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas”, está de acordo com as regras de concordância nominal, o que NÃO acontece em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a concordância nominal. No trecho-base, “É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas”, há concordância correta de “exercidas” e “vividas” com os substantivos femininos plurais “possibilidades” e “impossibilidades”. Por contraste, em B o predicativo “necessário” deveria concordar com “A paciência”, feminino singular determinado por artigo, resultando em “A paciência é necessária”; por isso, B é a única inadequada.

Tema central: Concordância nominal
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a opção pedida porque a construção pode ser aceita com adjetivo invariável em valor genérico: “Corrida é bom para a saúde”. A confusão aqui é exigir concordância automática com “corrida”, mas a base sustenta o uso consagrado da forma invariável nesse tipo de enunciado geral.
B
Certa
A alternativa B é a resposta porque há quebra da concordância nominal do predicativo com o sujeito. Em “A paciência é necessário para a convivência”, o núcleo do sujeito é “paciência”, substantivo feminino singular, além de estar determinado pelo artigo “A”. Nessa estrutura, o predicativo variável deve concordar com esse substantivo: “necessária”. A forma usada na alternativa contraria a norma-padrão.
C
Errada
Não é a opção pedida porque a base considera correta a locução “em anexo” com uso invariável. Assim, em “Segue em anexo a solicitação da reunião”, não há, nos termos adotados pela questão, erro de concordância nominal.
D
Errada
Não é a opção pedida porque a concordância está correta. Em “Entregamos bastantes pedidos hoje”, “bastantes” equivale a “muitos” e funciona como pronome indefinido/adjetivo, devendo variar para concordar com “pedidos”, no masculino plural.
E
Errada
Não é a opção pedida porque “meio” está empregado como numeral fracionário, com sentido de metade, e por isso concorda com “copo”: “meio copo”. O erro seria tratá-lo como advérbio invariável, o que não é o caso dessa frase.
Pegadinha da questão
A banca misturou casos em que a palavra pode ficar invariável por motivo específico — “é bom” em valor genérico, “em anexo” como locução cristalizada e “meio” fracionário — com o caso em que a concordância é obrigatória pela presença de substantivo determinado por artigo: “A paciência é necessária”.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o termo que qualifica o substantivo é predicativo variável; se houver substantivo determinado por artigo, a concordância tende a ser obrigatória.
  • Não trate como erro automático formas tradicionalmente aceitas como invariáveis em construções fixas ou genéricas.
  • Observe a função da palavra: “bastante” varia quando modifica substantivo; “meio” varia quando é numeral fracionário.

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Comentários

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A concordância das palavras no trecho “É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas”, está de acordo com as regras de concordância nominal, o que NÃO acontece em:

a) Correta.

Corrida é bom para a saúde.

Concordância com o substantivo sem determinante, sem artigo, sem pronome sem algo que o determine, fica no masculino.

b) Incorreta.

A paciência é necessário para a convivência.

O correto é concordar com o substantivo determinado pelo artigo feminino "a".

c) Correta.

Segue em anexo a solicitação da reunião.

A locução "em anexo" não varia em gênero.

d) Correta.

Entregamos bastantes pedidos hoje.

O adjetivo "bastantes" concorda com o substantivo "pedidos".

e) Correta.

Atrasado, tomou meio copo de cerveja e foi embora.

Meio é numeral fracionário e concorda no masculino com "copo".

Gabarito: B

A Paciência é necessáriA para a convivência.

Cuidado:

Paciência é necessário - certo

A paciência é necessária -certo

a questão fez o uso do artigo logo o uso correto é necessária.

GABARITO - B

Uma regra importante: Quando não há determinante, o termo não varia.

ex: Corrida é bom para a saúde.

Água é bom para a hidratação.

com determinante, o termo varia:

A água é boa para a saúde.

Bons Estudos!!!

Houve o artigo determinante (A) antes de paciência, por isso deve flexionar concordando com a palavra

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