No que se refere à hipótese diagnóstica para o quadro clíni...

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Q4155685 Medicina

Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.



D.M.H.M., do sexo feminino, de 72 anos, dá entrada no pronto atendimento com queixa de tosse produtiva e febre há cinco dias. Ao exame físico, apresenta-se com temperatura axilar 39 ºC, PA = 94x52 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm, SatO2 = 92% em ar ambiente, frequência respiratória de 30 ipm, frequência cardíaca de 110 bpm e ECG = 14 devido à confusão mental. Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em terço médio à direita. 

No que se refere à hipótese diagnóstica para o quadro clínico apresentado, tem-se que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pela Sepsis-3, sepse é infecção suspeita ou confirmada associada a disfunção orgânica nova; no caso, o quadro infeccioso pulmonar vem acompanhado de hipotensão, taquipneia e alteração do sensório, o que torna correta a alternativa que enuncia esse critério.

Tema central: Definição de sepse
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o quadro não é compatível com ausência de disfunção orgânica nem com alta segura. Em contexto infeccioso pulmonar, hipotensão arterial, frequência respiratória de 30 irpm e confusão mental indicam gravidade e sugerem disfunção orgânica aguda. A ausência de exames laboratoriais no enunciado não autoriza concluir que não exista disfunção orgânica.
B
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, 'sepse grave' é nomenclatura abolida pelo Sepsis-3, portanto a classificação está desatualizada. Segundo, o enunciado não demonstra critério obrigatório de intubação orotraqueal: SatO2 de 92% em ar ambiente, confusão mental leve e ausência de prova de falência ventilatória, hipoxemia importante ou incapacidade de proteger vias aéreas não sustentam essa indicação como conclusão necessária.
C
Errada
Está errada porque hipotensão inicial isolada não define choque séptico. Pela base adotada, choque séptico exige necessidade de vasopressor para manter PAM maior ou igual a 65 mmHg e lactato maior que 2 mmol/L apesar de reposição volêmica adequada. O enunciado não informa lactato nem resposta à expansão volêmica, então não é possível afirmar choque séptico nem concluir, a partir desses dados apenas, a necessidade de amina vasoativa.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, diante de um foco infeccioso pulmonar provável, o ponto decisivo para definir sepse é a presença de disfunção orgânica nova. No enunciado, há achados compatíveis com esse comprometimento sistêmico, como hipotensão arterial, frequência respiratória elevada e confusão mental, que afastam a ideia de simples infecção sem gravidade e sustentam o conceito cobrado.
Pegadinha da questão
A banca misturou sinais clínicos de gravidade com termos diagnósticos específicos para induzir dois erros: aceitar a nomenclatura antiga 'sepse grave' e chamar de choque séptico uma hipotensão ainda não caracterizada pelos critérios do Sepsis-3.
Dica para questões semelhantes
  • Em sepse, primeiro confirme o binômio conceitual: foco infeccioso mais disfunção orgânica nova.
  • Não use 'sepse grave' em questões baseadas na definição atual do Sepsis-3.
  • qSOFA alto reforça suspeita e risco, mas não substitui a definição formal de sepse.
  • Choque séptico não se fecha com pressão baixa isolada; procure os critérios após reposição volêmica e o lactato.

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