Observe o trecho abaixo e assinale a alternativa que as pala...
“Não sei (.........) ela se irrita tanto com seu cabelo. Talvez seja (........) fica querendo imitar o tipo que as amigas tem como modelo. Essa é umas das tantas dúvidas que o adolescente vive; um (..........) que parece eterno em suas mentes.”
Gabarito comentado
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Tema: emprego de por que / porque / por quê / porquê na norma-padrão.
Gabarito: Letra D — por que – porque – porquê.
Por que este é o tema? A questão exige escolher a forma correta entre “por que”, “porque”, “por quê” e “porquê”, que têm usos distintos. É um assunto clássico de ortografia e semântica normativa.
Regras essenciais (norma culta)
- por que (separado, sem acento): equivale a por qual razão ou por qual. Usado em perguntas diretas ou indiretas e quando “que” é pronome relativo regido por “por”.
- porque (junto, sem acento): conjunção causal/explicativa; equivale a pois, visto que, uma vez que.
- por quê (separado, com acento): usado antes de pausa (final de frase, antes de ponto, ponto de interrogação, exclamação etc.). O acento marca a tonicidade de “quê”.
- porquê (junto, com acento): substantivo que significa motivo / razão; vem geralmente com determinante: o/um/este porquê. No plural, os porquês.
Aplicando às lacunas
- 1ª lacuna: “Não sei (...) ela se irrita...” — há uma pergunta indireta embutida (“não sei por qual razão”). Portanto, use por que.
- 2ª lacuna: “Talvez seja (...) fica querendo imitar...” — introduz a causa/explicação do fato. Substitui-se por “pois”: “Talvez seja pois...”. Logo, é porque.
- 3ª lacuna: “...; um (...) que parece eterno...” — após o artigo “um”, precisa-se de um substantivo (“um motivo”). A forma correta é porquê (substantivo).
Justificativa da alternativa correta (D)
A sequência por que – porque – porquê atende exatamente aos usos: pergunta indireta; conjunção causal; substantivo “motivo”.
Por que as demais estão erradas?
- A) porque – porque – porquê: erra a 1ª lacuna; “Não sei por que...” é pergunta indireta, não conjunção causal.
- B) porque – por que – porquê: erra a 1ª lacuna (mesmo motivo da A) e a 2ª, pois ali é causa (“porque”), não “por que”.
- C) por que – porque – por quê: acerta as duas primeiras, mas erra a 3ª; “por quê” só ocorre em final de frase ou antes de pausa. Aqui pede-se o substantivo porquê após “um”.
Estratégias rápidas para a prova
- Troca inteligente: se der para trocar por por qual razão ou por qual → por que.
- Se der para trocar por pois, visto que → porque.
- Se vier com artigo/pronome (o, um, este) e significar motivo → porquê (substantivo; plural porquês).
- Se estiver no fim da pergunta ou antes de pontuação forte → por quê.
- Pegadinha comum: não use “por quê” no meio da frase; e lembre que só o substantivo “porquê” aceita plural: os porquês.
Referências normativas: ver Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, e Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo. O VOLP (Academia Brasileira de Letras) registra as quatro formas: por que, porque, por quê e porquê (substantivo, plural porquês).
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