Leia o caso clínico a seguir. L.I.L.S., do sexo feminino, d...

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Q4155679 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



L.I.L.S., do sexo feminino, de 50 anos, HAS, DM, hipercolesterolemia em tratamento irregular. Apresenta dor epigástrica tipo queimação há 14 horas, 6/10 na escala de dor referida por ela mesma, sem irradiação, sem melhora com inibidor de bomba de prótons ou hidróxido de magnésio.



Nesse caso, qual conduta inicial? 

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em paciente com alto risco cardiovascular — mulher de 50 anos, HAS, DM e hipercolesterolemia — a dor epigástrica em queimação persistente pode ser equivalente anginoso; por isso, a primeira conduta é excluir síndrome coronariana aguda, e não assumir causa gastrointestinal.

Tema central: SCA com sintomas atípicos
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a combinação de fatores de risco cardiovasculares importantes com dor epigástrica em queimação persistente é compatível com apresentação atípica de isquemia miocárdica. Em mulheres e pacientes com diabetes, síndrome coronariana aguda pode ocorrer sem dor torácica típica e manifestar-se como epigastralgia, dispepsia ou queimação. Além disso, a ausência de melhora com IBP ou hidróxido de magnésio não confirma origem digestiva e não autoriza excluir causa cardíaca. Como a questão pede a conduta inicial, o passo tecnicamente correto é priorizar a investigação da hipótese de maior gravidade e impacto temporal.
B
Errada
Está errada porque neoplasia gástrica não é a prioridade diagnóstica em um quadro agudo de 14 horas. O enunciado não traz elementos que superem a urgência de afastar uma causa cardiovascular potencialmente ameaçadora à vida. O erro médico da alternativa é falhar na priorização diagnóstica em urgência.
C
Errada
Está errada porque iniciar IBP em bomba de infusão pressupõe etiologia digestiva antes de excluir síndrome coronariana aguda. Dor em queimação e localização epigástrica não provam doença ácido-péptica, e essa conduta não trata nem estratifica uma possível isquemia miocárdica. O problema é o fechamento prematuro do diagnóstico.
D
Errada
Está errada porque analgesia, especialmente com opioides, como conduta inicial isolada, não aborda a hipótese principal que precisa ser excluída e ainda pode mascarar a evolução clínica. Em dor potencialmente isquêmica, alívio sintomático não substitui investigação cardiovascular inicial.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de atribuir dor epigástrica em queimação a causa gastrointestinal, quando o dado decisivo é o perfil de alto risco cardiovascular associado a uma possível apresentação atípica de síndrome coronariana aguda.
Dica para questões semelhantes
  • Em dor epigástrica ou queimação, não use a localização isoladamente para definir origem digestiva se houver alto risco cardiovascular.
  • Mulheres e diabéticos podem ter síndrome coronariana aguda sem dor torácica típica; epigastralgia pode ser equivalente isquêmico.
  • Quando a questão pedir conduta inicial, priorize excluir primeiro a hipótese de maior gravidade e risco temporal.
  • Falha de resposta a antiácido ou IBP não confirma SCA, mas enfraquece a segurança de assumir dispepsia simples.

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