Paciente de 71 anos, masculino, pardo, já sem nenhuma capaci...

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Q4195003 Medicina
Paciente de 71 anos, masculino, pardo, já sem nenhuma capacidade de acomodação, chega ao consultório queixando-se de dificuldade de enxergar o computador com os óculos para perto que havia feito há 6 meses, de +4.25 D.E. AO.
Seu exame oftalmológico mostrou:
Refração sob cicloplegia: OD: +1.00 D.E. = 20/25 Add +3.00 J1
OE: +1.25 D.E. = 20/25
Biomicroscopia: Catarata cortical + AO
Tonometria de aplanação: 15 mmHg AO (10:00 hs) Mapeamento de retina: Raras drusas de coroide em polo posterior AO.
Considerando que a tela de seu computador fica a 67 cm de distância de seu rosto, os óculos que devem ser prescritos para esse paciente são:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em paciente sem acomodação, a correção para visão intermediária deve somar à refração de longe a demanda dióptrica da distância de trabalho. A tela a 67 cm exige cerca de +1,50 D (1/0,67 ≈ 1,49); assim, OD +1,00 + 1,50 = +2,50 D e OE +1,25 + 1,50 = +2,75 D, correspondendo à alternativa C.

Tema central: Correção para visão intermediária
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque equivale a acrescentar apenas +0,75 D à correção de longe. Isso não atende a demanda óptica de 67 cm, que é de aproximadamente +1,50 D. Em paciente sem acomodação, essa subcorreção não pode ser compensada fisiologicamente.
B
Errada
Incorreta porque representa adição de apenas +1,00 D sobre a refração de longe, ainda abaixo do necessário para focalizar a 67 cm. O erro é não calcular a distância de trabalho e presumir uma adição intermediária insuficiente.
C
Certa
A alternativa C aplica corretamente a regra da correção para visão intermediária: usar a refração de longe e acrescentar apenas a potência exigida pela distância real de trabalho. Como o paciente já não tem acomodação, não pode compensar a diferença com esforço acomodativo. Para 67 cm, a demanda é cerca de +1,50 D. Portanto, a prescrição correta para computador é OD +2,50 D e OE +2,75 D. A adição de perto de +3,00 D não deve ser transferida integralmente para o computador, porque ela atende distância mais curta que 67 cm.
D
Errada
Incorreta porque adiciona +2,00 D à refração de longe, valor maior que a necessidade para 67 cm. Isso gera excesso de potência positiva para a distância do computador, deslocando o foco para mais perto do que a tela.
E
Errada
Incorreta porque praticamente reproduz a lógica do óculos de leitura próxima, usando potência excessiva para visão intermediária. O erro é tomar a adição para perto como se servisse para o computador; para 67 cm, a demanda é cerca de +1,50 D, não a adição total de leitura.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre adição para perto e adição para computador: quem usa a adição de leitura ou um valor empírico sem converter 67 cm em dioptrias erra o cálculo.
Dica para questões semelhantes
  • Converta sempre a distância de trabalho em demanda dióptrica: 1/distância em metros.
  • Para visão intermediária em présbita sem acomodação, some a correção de longe à demanda da distância, não a adição total para perto.
  • Se o enunciado informa ausência de acomodação, toda a potência necessária para aquela distância deve vir da lente.
  • Não deixe catarata leve, PIO normal ou drusas desviarem o raciocínio quando a questão pede apenas cálculo refracional.

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