Um paciente branco de 55 anos de idade, obeso, tabagista e e...
Acerca desse caso clínico e do câncer gástrico, julgue o item a seguir.
A neoplasia correspondente aos sinais e sintomas, além da epidemiologia, é de um câncer escamoso de esôfago.
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Gabarito: E (Errado)
Tema central: O caso retrata diagnóstico diferencial entre carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma de esôfago, ambos cânceres frequentes do trato gastrointestinal, porém com epidemiologia e fatores de risco distintos.
Sinais e fatores de risco do paciente:
- Obesidade
- Tabagismo
- DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico) com uso irregular de IBP
- Disfagia, perda ponderal significativa e dor abdominal
Estes elementos são clássicos em adenocarcinoma de esôfago. O adenocarcinoma acomete principalmente homens brancos, obesos, com história de DRGE crônica, fatores igualmente presentes no caso. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine (21ª ed.), “a maioria dos adenocarcinomas de esôfago ocorre em pacientes com história de esôfago de Barrett ou DRGE não controlada” (capítulo: Tumores do esôfago).
Por outro lado, o carcinoma de células escamosas está classicamente associado ao consumo pesado de álcool e tabaco, histórico etário mais avançado, desnutrição e exposições ambientais.
Raciocínio para a resposta correta:
O enunciado sugere erroneamente o diagnóstico de carcinoma escamoso tendo como base sinais e fatores de risco compatíveis, na verdade, com adenocarcinoma de esôfago. Além disso, sintomas como disfagia progressiva, perda de peso e dor abdominal são comuns aos dois tipos, porém a epidemiologia converge para adenocarcinoma neste paciente (homem, branco, obeso, DRGE). O câncer escamoso não é o mais indicado para este perfil.
Análise das alternativas:
C) Certo: Incorrreto. Há erro conceitual ao atribuir esse quadro ao carcinoma escamoso.
E) Errado: Correto. O quadro é típico de adenocarcinoma, e não escamoso.
Dicas para provas:
- Leia atentamente o perfil epidemiológico do paciente: sexo, etnia, hábitos e doenças associadas são fundamentais no raciocínio.
- Cuidado com pegadinhas: tabagismo é fator de risco para ambos, mas a DRGE crônica é chave no adenocarcinoma.
- Associe sintomas a fatores de risco específicos para não cair em generalizações.
Resumindo: carcinoma escamoso é mais frequente em tabagistas e etilistas, enquanto o adenocarcinoma predomina em obesos com DRGE.
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Comentários
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Provavelmente a questão quer que diferencie o carcinoma epidermoide (ou escamoso ou cercinoma espinocelular-CEC) do adenocarcinoma do esôfago.
O CEC acomete mais o terço superior, tem relação com tabagismo, etilismo, radiação e uso de bebidas quentes.
O adenocarcinoma acomete mais o terço inferior (dor no epigástrio), tem relação com a DRGE. Nesse caso, acontece a DRGE provoca barrett (presença do epitélio gastrointestinal no esôfago) que pode virar um adenocarcinoma. Os fatores de risco da DRGE (e consequentemente para o adenocarcinoma) são: homem, branco, tabagismo, obesidade, alimentação.
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Voltando para a questão: "Um (homem) paciente branco de 55 anos de idade, obeso, tabagista e em uso de inibidor da bomba de prótons de maneira irregular por doença do refluxo gastroesofágico, compareceu ao atendimento por disfagia, dor abdominal...".
A resposta é falsa porque é provável ser um adenocarcinoma e não um CEC como diz a questão.
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