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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 003 |
Q1673899 Medicina
Uma paciente de 25 anos de idade obteve ultrassonografia por causa de dor em quadrante superior direito. Em virtude da presença de um nódulo hepático não diagnosticado de 7 cm, optou-se por efetuar uma ressonância magnética. O nódulo apresentado sinal hiperintenso em T2, que persiste nas sequências supressoras de gordura.
A respeito desse caso clínico e dos adenomas hepáticos, julgue o item a seguir.
O tratamento de adenomas complicados por hemorragia, sem instabilidade hemodinâmica, é a cirurgia.
Alternativas

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Tema central: O tema central da questão é o manejo de adenoma hepático complicado por hemorragia em paciente hemodinamicamente estável. Adenomas hepáticos são tumores benignos do fígado, frequentemente associados a mulheres jovens em uso de anticoncepcionais orais, e podem complicar com hemorragia, principalmente quando maiores que 5 cm.

Justificativa da alternativa correta (“E”): A cirurgia não é a primeira escolha para pacientes com adenoma hepático hemorrágico sem instabilidade hemodinâmica. Nesses casos, a embolização transarterial (ETA) do tumor é preferida, conforme consenso internacional e literatura médica atual.

Segundo UpToDate e revisão da literatura: “Em pacientes estáveis com hemorragia hepática, indica-se inicialmente a embolização arterial para controlar o sangramento, sendo a cirurgia reservada para falha do tratamento endovascular ou instabilidade persistente.”

A ressecção cirúrgica está indicada em dois cenários: Instabilidade hemodinâmica refratária ou falha/indisponibilidade da embolização. Após estabilização, reavalia-se a necessidade de cirurgia conforme o risco de ressangramento ou presença de necrose extensa.

Análise da alternativa inadequada (“C”): Afirmar que a cirurgia é o tratamento imediato foge das recomendações mais seguras e atuais, pode expor o paciente a risco cirúrgico desnecessário e ignora os avanços das técnicas endovasculares minimamente invasivas.

Estratégias para provas: Leia atentamente termos como “sem instabilidade hemodinâmica”, pois eles são críticos para definir conduta. Muitas questões de concursos exploram o manejo atualizado; fique atento para não cair em pegadinhas que sugerem cirurgia como opção universal em hemorragia hepática.

Referências técnicas: O Harrison’s Principles of Internal Medicine e protocolos de hepatologia, assim como o UpToDate e consensos das sociedades científicas, reforçam que a embolização transarterial precede a cirurgia em pacientes estáveis.

Resumindo: A alternativa correta é “E” (“errado”), pois a cirurgia não é o tratamento de escolha inicial no adenoma hepático hemorrágico em paciente sem instabilidade hemodinâmica — a embolização é a abordagem mais atual e segura.

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. O tratamento de adenomas complicados por hemorragia, sem instabilidade hemodinâmica, é conservador e envolve acompanhamento clínico, repouso e controle da hemorragia. A cirurgia é indicada apenas em casos selecionados devido aos riscos associados à intervenção e à possibilidade de evolução para a ruptura do adenoma hepático. Portanto, a resposta correta seria: o tratamento de adenomas complicados por hemorragia, sem instabilidade hemodinâmica, é conservador e não cirúrgico.

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