De uma forma ou de outra, com mais ou
menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no
horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no
fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras
fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na
loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou
nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.
Só que depois de 2500 anos funcionando
de uma determinada maneira, inventada lá atrás
pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que
valia naquela época não vale mais, o que deve
complicar a vida das videntes e astrólogos de
plantão.
Segundo matéria publicada no Estadão, o
que era virgem agora é leão. Tem uma explicação
lógica para o que aconteceu, e a base dela é o
movimento da terra em volta do sol e em volta de
si mesma, somados ao caminho do sol pelo
espaço e a colocação das constelações em relação
a ele.
O que serviu de base lá atrás não funciona
mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo
céu que nós vemos, ou não vemos, depende da
poluição e da iluminação noturna das cidades
grandes.
Quem vai redesenhar o céu e recolocar as
constelações nos devidos lugares, de acordo com
medições modernas, feitas com ajuda da
inteligência artificial? Aliás, será que essa
redefinição terá valor mágico ou o emprego das
mais modernas técnicas científicas pode
impactar de forma negativa o resultado final?
O tema é complexo e levanta uma dúvida
da maior importância. Até que ponto os mapas
astrais continuam servindo de base para as
respostas transcendentais nas quais baseamos
nossos passos e o destino de nossas vidas?
Ah, a complexidade do céu interferindo
na complexidade da vida!