A função tônica é a mais importante de todas, já que sintetiza, resume a tonalidade. Tentando expressá-la em palavras,
poderíamos dizer que ela sugere (e busca) estabilidade tonal, repouso, relaxamento, distensão. É à função tônica (e, por
extensão, ao I grau) que todas as restantes (e os demais graus harmônicos) estão hierarquicamente subordinadas.
A função dominante pode ser considerada o reverso da função tônica, já que tudo nela se contrapõe à outra: tensão, movimento,
instabilidade. Um acorde da área dominante procura de todas as maneiras dirigir-se para um da área tônica ou, em termos
musicais, procura resolver. A instabilidade está permanentemente insatisfeita, busca a estabilidade, da mesma maneira que
uma bola rola por um plano inclinado até repousar no chão.
A função subdominante é bem mais difícil de ser apreendida do que as anteriores. É percebida auditivamente como uma
espécie de afastamento (ao contrário da necessidade de aproximação que sugere a dominante) da área tônica. Ao buscar
esse afastamento, a subdominante parece “rebelar-se” contra o poder central, buscando — porém, sem o conseguir de fato
— romper com a forte atração gravitacional e estabelecer um novo “reinado”. Essa particularidade dá à função subdominante
um nítido caráter contrastante em relação às outras duas funções, o que se observa facilmente em composições de estrutura
harmônica mais simples.
ALMADA, C. Harmonia funcional. Campinas: Unicamp, 2012 (adaptado).
Considerando a afirmação de Almada “Os três graus maiores, I, IV e V, são, sobretudo, os que mais acuradamente representam as
principais funções harmônicas existentes, respectivamente tônica, subdominante e dominante”, qual alternativa exibe os substitutos
(ou representantes secundários) adequados para cada uma das três funções tonais em uma música em tonalidade maior?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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