O manejo inicial dos pacientes intoxicados é voltado para a...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo inicial da síndrome tóxica anticolinérgica, quadro comum em emergências toxicológicas e frequentemente cobrado em concursos médicos. É fundamental reconhecer os agentes causais e os principais sinais e sintomas dessa síndrome para um atendimento adequado.
Justificativa da alternativa incorreta (A):
A fenilpropanolamina é um agente simpatomimético, não anticolinérgico. Ou seja, sua intoxicação produz efeitos diferentes, como hipertensão e taquicardia, mas não desencadeia o quadro clássico da síndrome anticolinérgica. De acordo com o documento “Intoxicação por Medicamentos” da Secretaria da Saúde-PR, ela compõe descongestionantes e afins, mas não tem efeito predominante anticolinérgico. Portanto, a alternativa A está INCORRETA porque traz informação inconsistente com as evidências científicas atuais (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª edição; UpToDate: Anticholinergic Syndrome).
Análise das outras alternativas:
B) Rubor facial e mucosas secas – CORRETA. Um dos pilares do diagnóstico é o clássico “pele quente e seca como um forno”. O rubor é parte do conjunto de sinais, junto à midríase, hipertermia e pele seca.
C) Bicarbonato de sódio em arritmias – CORRETA. De acordo com protocolos, o bicarbonato é indicado quando há arritmias ventriculares, principalmente em intoxicações por antidepressivos tricíclicos, que também causam quadro anticolinérgico.
D) Benzodiazepínicos para convulsões – CORRETA. São de primeira escolha no manejo de convulsões de qualquer etiologia tóxica, conforme o “Manual de Toxicologia Clínica” da ANVISA.
E) Retenção urinária – CORRETA. É um achado bastante frequente devido à inibição parassimpática dos esfíncteres, justificando exames e manejo adequados.
Estratégias para concursos:
Fique atento a nomes de substâncias e suas classes farmacológicas. Compostos anticolinérgicos envolvem antipsicóticos, anti-histamínicos, antiparkinsonianos ou antidepressivos tricíclicos, nunca simpatomiméticos.
Resumo: O agente citado na alternativa A não está relacionado à síndrome anticolinérgica, constituindo pegadinha clássica de prova ao misturar classes farmacológicas distintas.
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