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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 003 |
Q1673883 Medicina
Uma paciente de 38 anos de idade queixa-se de regurgitação, tosse noturna, perda de peso e dor no peito. Durante a investigação, é excluída doença cardiológica; entretanto, nenhum exame de raios X de tórax contrastado, evidencia-se esôfago dilatado e afilado em sua porção distal. Continuando uma investigação, foi solicitada uma manometria esofágica, que revelou relaxamento completo do esfíncter esofágico inferior e aperistaltismo completo do corpo do esôfago, confirmando a suspeita de acalasia.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, acerca da acalasia, julgue o item a seguir.
Para os pacientes com megaesôfago avançado grau III e IV, existem alternativas cirúrgicas com o objetivo de melhorar o esvaziamento gástrico, lembrando-se sempre de que uma desnutrição grave é presente em muitos desses pacientes e deve ser corrigida antes do procedimento cirúrgico.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo cirúrgico do megaesôfago avançado (graus III e IV) — complicação clássica da acalasia —, com ênfase na necessidade de corrigir desnutrição grave antes da cirurgia.

Comentário didático: Em pacientes com megaesôfago graus III e IV, é comum observar disfagia intensa, levando à desnutrição significativa. O estado nutricional inadequado aumenta o risco de complicações perioperatórias, como infecção e pior cicatrização. Por isso, as diretrizes recomendam expressamente a correção desse quadro antes de qualquer intervenção cirúrgica.

Evidência/Protocolo:
Segundo o II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas (2015):
“A correção do estado nutricional é fundamental antes do tratamento cirúrgico. A dilatação pneumática pode ser usada no pré-operatório dos grupos II e III para melhora nutricional, mas no grupo IV seu uso não é recomendado devido ao risco de perfuração.”

Análise das alternativas:

C (Certo): INCORRETA. Atenção à pegadinha! Embora a correção da desnutrição seja indicada, o texto sugere que há alternativas cirúrgicas para esvaziamento gástrico em todos os pacientes graus III/IV sem ressaltar as graves restrições do grupo IV. Em graus IV, muitas vezes não há alternativa cirúrgica efetiva segura, sendo o tratamento limitado até mesmo à esofagectomia em casos restritos, ou cuidados paliativos em situações de alto risco. Perigos como perfuração esofágica são ressaltados na literatura.

E (Errado): CERTA. A alternativa assinala que o item está incorreto, pois para o grupo IV não se deve indicar dilatação nem outras cirurgias com objetivo de esvaziamento gástrico de rotina, e a conduta deve ser individualizada. Além disso, em megaesôfago terminal a reversibilidade do quadro é bastante limitada, e o risco cirúrgico, muito alto.

Estratégia para a prova: Fique atento a generalizações sobre indicações cirúrgicas em doenças avançadas — o grau IV tem contraindicações clássicas! Sempre confirme se o comando da questão abrange exceções importantes.

Resumo para memorização: Megaesôfago avançado exige correção nutricional, mas nem toda cirurgia é permitida nos casos terminais. A conduta segura exige individualização!

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. A acalasia é uma doença do esôfago que se caracteriza pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e pela peristalse inefetiva do corpo esofágico, resultando em dificuldade de passagem do alimento para o estômago. O tratamento pode ser feito com medicamentos, dilatação do esfíncter esofágico ou cirurgia, dependendo do grau de comprometimento e das condições clínicas do paciente. Para casos de megaesôfago avançado, o tratamento cirúrgico pode ser uma opção, mas não tem como objetivo melhorar o esvaziamento gástrico, e sim aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Além disso, a desnutrição grave não é uma característica presente em muitos pacientes com acalasia, podendo ser mais comum em casos de megaesôfago chagásico.

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