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Ano: 2021
Banca:
CETREDE
Órgão:
Prefeitura de Paraipaba - CE
Provas:
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - Anos Iniciais
|
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - Ciências |
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - Educação Infantil |
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - Educação Física |
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - Geografia |
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - História |
CETREDE - 2021 - Prefeitura de Paraipaba - CE - Professor PEB II - Língua Portuguesa |
Q4357578
Não definido
Texto associado
Para responder a questão, leia com atenção o texto
a seguir.
Depressão não é tristeza?
A teoria tradicional diz que a depressão é uma
deficiência de serotonina – um neurotransmissor relacionado a
funções como o humor, o sono e o apetite – e, para combatê-la,
tudo o que os antidepressivos fazem é aumentar a quantidade
dessa substância no cérebro. Mas duas questões nessa teoria
intrigam os cientistas há algum tempo. A primeira é que, pouco
depois de tomar esses remédios, o cérebro já está cheio de
serotonina e, no entanto, nada acontece. O segundo é que os
efeitos esperados só vão aparecer um mês depois. Um mês é
exatamente o tempo que o cérebro leva para produzir novos
neurônios e fazê-los funcionar. Foi daí que se suspeitou que
existe uma relação entre a depressão e a queda na produção de
novas células no cérebro.
Outros indícios reforçaram a hipótese: o estresse – um
dos principais fatores que desencadeiam a depressão – também
inibe a neurogênese, como se o cérebro estivesse mais
preocupado em sobreviver ao fator estressante que em produzir
neurônios para o futuro. Mas a primeira evidência concreta veio
em 2000, quando cientistas americanos mostraram que os
principais tratamentos antidepressivos aumentam a neurogênese
em ratos adultos. No ano seguinte, percebeu-se também que
bloquear o nascimento de neurônios em ratos tornava ineficazes
os antidepressivos. Agora a esperança é encontrar uma forma de
estimular a neurogênese e, com isso, aliviar a depressão. Ao que
indicam esses estudos, essa doença pode não ser só um estado
de tristeza, mas, sim, o efeito da falta de neurônios novos e da
consequente perda da habilidade de se adaptar a mudanças.
(SUPERINTERESSNATE. São Paulo:
Abril, v. 229. ago. 2006.p.50.)
Considerando o texto, publicado na revista
superinteressante, marque a alternativa CORRETA.