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Q997853 Medicina
Paciente do sexo feminino, 35 anos, compareceu ao consultório fisioterapêutico relatando, como queixa principal, a perda de urina por urgência/emergência. Durante a anamnese, o fisioterapeuta, ao questionar sobre a história da moléstia pregressa, detectou diversos fatores de risco para incontinência urinária relatada pela paciente. Assinale a alternativa que NÃO é considerada um fator de risco para o possível desenvolvimento de incontinência urinária.
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Comentário: Fatores de risco para Incontinência Urinária

O tema central dessa questão envolve a identificação dos fatores de risco para incontinência urinária (IU) em mulheres adultas. A IU é uma condição prevalente, especialmente em mulheres, e pode estar ligada à perda involuntária de urina por diferentes mecanismos, sendo a urgência um dos mais frequentes.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Incontinência Urinária não Neurogênica do Ministério da Saúde, são fatores comprovados para IU: idade avançada, histórico familiar, tabagismo, menopausa e obesidade. Outros fatores irritativos, como a cafeína, também são descritos em literatura científica (UpToDate, 2024).

Justificativa da alternativa correta (B - Etilismo):

O etilismo (consumo de álcool) não é considerado, nas diretrizes atuais, um fator de risco clássico ou relevante para IU. Embora o álcool possa aumentar a produção urinária temporariamente, não existe associação direta, robusta e comprovada em protocolos oficiais ligando etilismo ao risco aumentado de IU em mulheres.

Análise das alternativas incorretas:
A) Consumo de cafeína: É reconhecido como fator de risco, pois a cafeína é um estimulante vesical, aumentando sintomas de urgência urinária (Manual de Atenção à Mulher no Climatério, MS, p.39).
C) Histórico familiar de IU: Fatores genéticos estão associados a maior predisposição para IU, sendo o histórico familiar descrito nos protocolos como relevante (Ministério da Saúde).
D) Tabagismo: O tabagismo pode enfraquecer os tecidos de sustentação do assoalho pélvico e causar tosse crônica, ambos aumentando o risco de IU.
E) Pós-menopausa: As alterações hormonais pós-menopausa levam ao enfraquecimento do assoalho pélvico e tecidos periuretrais, predispondo à IU.

Atenção à abordagem da banca: a principal pegadinha da questão é utilizar fatores que, apesar de influenciarem em outras condições urogenitais, não possuem respaldo consistente com relação direta à IU. O consumo de álcool é um deles e, por isso, deve ser descartado como fator relevante em provas.

Segundo o “Manual de Atenção à Mulher no Climatério” (Ministério da Saúde, p.39): “Diversos fatores estão associados à incontinência urinária, como idade, menopausa, histórico familiar, e tabagismo…”

Resumo: NÃO é fator de risco classificado para incontinência urinária: B) Etilismo.

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A alternativa correta é a letra B - Etilismo. Enquanto o consumo de cafeína, o histórico familiar de incontinência urinária, o tabagismo e a pós-menopausa são considerados fatores de risco para incontinência urinária, o etilismo não é considerado um fator de risco. Isso ocorre porque a ingestão de álcool pode ter efeito diurético e levar à micção frequente, o que pode até mesmo reduzir o risco de incontinência urinária. No entanto, o abuso de álcool pode levar a outros problemas de saúde que podem aumentar o risco de incontinência urinária, como doenças hepáticas e nervosas.

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