Do ponto de vista geopolítico, a Amazônia deve ser pensada e...

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Q148374 Geografia
“A Amazônia é um duplo patrimônio: as terras
propriamente ditas e o imenso capital natural”, diz a geógrafa
Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Até
bem pouco tempo atrás, o Estado não se fazia presente na
Amazônia”, diz o coronel Paullo Esteves, do Sistema de
Vigilância da Amazônia, o SIVAM. “O espaço aéreo não era
controlado e assistíamos diariamente à violação das fronteiras, à
extração ilegal de madeira, à contaminação dos rios por mercúrio
usado no garimpo, ao narcotráfico, entre outros problemas.”

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Tendo como referência o texto acima e com base nas políticas
públicas definidas para a Amazônia, julgue os itens a seguir.

Do ponto de vista geopolítico, a Amazônia deve ser pensada em escala sul-americana, sendo fundamental a formulação de estratégias de desenvolvimento conjuntas entre os países da região.
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Certo

⮘ ​☠ ​⮚

 ​A ​Amazônia, ​com ​cerca ​de ​6,7 ​milhões ​de ​quilômetros ​quadrados ​distribuídos ​por ​8 ​países ​sul-americanos, ​é ​uma ​região ​estratégica ​que ​deve ​ser ​pensada ​de ​forma ​integrada.

Seu ​papel ​no ​equilíbrio ​climático ​global, ​na ​regulação ​dos ​ciclos ​hídricos ​e ​na ​preservação ​da ​biodiversidade ​torna ​essencial ​a ​cooperação ​entre ​os ​países ​amazônicos.

A ​região ​é ​habitada ​por ​povos ​indígenas ​e ​comunidades ​tradicionais, ​cujas ​vidas ​são ​diretamente ​afetadas ​por ​políticas ​de ​uso ​territorial, ​energia ​e ​infraestrutura.

A ​principal ​iniciativa ​de ​integração ​é ​a ​Organização ​do ​Tratado ​de ​Cooperação ​Amazônica ​(OTCA), ​que ​coordena ​ações ​voltadas ​à ​segurança, ​combate ​a ​crimes ​ambientais, ​desenvolvimento ​sustentável ​e ​bioeconomia.

A ​OTCA ​também ​promove ​o ​compartilhamento ​de ​dados ​ambientais ​e ​o ​fortalecimento ​de ​mecanismos ​de ​monitoramento ​regional, ​como ​sistemas ​conjuntos ​de ​gestão ​hídrica ​e ​florestal.

Nos ​últimos ​anos, ​conferências ​como ​a ​Cúpula ​de ​Belém ​e ​a ​Declaração ​de ​Bogotá ​reafirmaram ​o ​compromisso ​dos ​países ​amazônicos ​com ​a ​proteção ​da ​floresta, ​a ​valorização ​dos ​povos ​originários ​e ​o ​desenvolvimento ​sustentável.

Além ​disso, ​parcerias ​com ​organismos ​internacionais ​e ​bancos ​de ​desenvolvimento ​buscam ​financiar ​projetos ​de ​bioeconomia ​e ​infraestrutura ​sustentável, ​como ​o ​programa ​AMABIO ​e ​a ​Green ​Coalition, ​que ​pretende ​mobilizar ​até ​⁠20.000.000.000⁠ ​de ​dólares ​para ​a ​região.

Apesar ​dos ​avanços, ​persistem ​desafios.

As ​divergências ​entre ​políticas ​nacionais, ​a ​falta ​de ​infraestrutura, ​o ​financiamento ​limitado ​e ​a ​governança ​fragmentada ​dificultam ​a ​execução ​de ​estratégias ​conjuntas.

Também ​pesam ​fatores ​externos, ​como ​as ​mudanças ​climáticas ​e ​o ​avanço ​de ​atividades ​ilegais.

Pensar ​a ​Amazônia ​em ​escala ​sul-americana ​significa ​fortalecer ​instituições ​regionais, ​harmonizar ​legislações ​ambientais, ​ampliar ​o ​monitoramento ​compartilhado ​e ​garantir ​o ​protagonismo ​das ​populações ​locais.

Essa ​abordagem ​é ​indispensável ​para ​equilibrar ​soberania, ​preservação ​ambiental ​e ​desenvolvimento ​sustentável ​na ​região ​amazônica. ​.

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