A identificação dos patógenos é muito importante para a def...
Texto III, para responder às questões de 26 a 28.
A infecção hospitalar é uma importante causa de morbidade e mortalidade na população idosa, causando aumento do tempo de internação do paciente. As topografias prevalentes de infecção hospitalar são, geralmente, infecção respiratória, do trato urinário e do sítio cirúrgico.
A identificação dos patógenos é muito importante para a definição das atividades desenvolvidas pela comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH). Assinale a alternativa correta acerca do isolamento e da identificação dos micro-organismos.
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão está nos micro-organismos mais relevantes associados à infecção hospitalar, destacando a importância do reconhecimento de cepas multirresistentes e das suas siglas padronizadas em ambientes de saúde.
Alternativa correta: E
A alternativa E traz corretamente as denominações epidemiológicas empregadas no controle de infecções hospitalares: Staphylococcus aureus resistente à meticilina recebe a sigla MRSA (Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus), enquanto a cepa resistente a glicopeptídeos, como a vancomicina, é identificada como VRSA (Vancomycin-Resistant Staphylococcus aureus).
De acordo com referências clássicas, como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e protocolos internacionais (CDC; Ministério da Saúde), essas siglas são fundamentais para direcionar isolamento, precaução e terapia empírica, sendo indispensáveis à atuação da CCIH.
É importante destacar que o termo MARSA não é universalmente adotado, mas a questão prioriza o conceito central das multidroga resistências do S. aureus.
Análise crítica das demais alternativas:
A) Incorreta. Confunde a classificação bacteriana: Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter spp. são Gram-negativos, e não Gram-positivos (PRINCÍPIO BÁSICO DE MICROBIOLOGIA: Gram-positivos principais incluem Staphylococcus e Streptococcus).
B) Incorreta. Limitar-se à identificação do gênero não permite condutas seguras, pois a resistência varia entre espécies e até cepas; é necessário identificar espécie e perfil de resistência (Manual de Microbiologia Clínica, Bailey & Scott).
C) Incorreta. A tipagem genotípica é a mais precisa para rastreamento epidemiológico em surtos, pois o fenótipo pode ser idêntico entre cepas geneticamente distintas (diretriz CDC, seção “Laboratório”).
D) Incorreta. Klebsiella pneumoniae produtora de β-lactamase confere resistência à ampicilina, portanto não deve ser considerada sensível; antibiograma guia conduta individualizada.
Estratégia para provas: Busque as denominações padronizadas em classificações bacterianas e fique alerta para erros conceituais sutis, especialmente em nomenclatura e resistência. Cuidado: associações cruzadas entre espécie, resistência e sigla são frequentes em pegadinhas.
"Segundo o Harrison's (20ª ed., p. 1194): 'A designação MRSA refere-se ao S. aureus resistente a todos os betalactâmicos, enquanto VRSA indica resistência a glicopeptídeos.'"
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