Um lactente de 1 ano de idade encontra-se em crise convulsi...

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Q1685004 Medicina

Um lactente de 1 ano de idade encontra-se em crise convulsiva generalizada há 15 min e febre > 38 °C. Apresenta histórico anterior de crise convulsiva febril aos 8 meses de vida e relato, em prontuário, de uma crise no segundo dia de vida, enquanto estava internado em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) por hipoglicemia. Não usa medicamentos, e faz acompanhamento com médico da família no posto de saúde. A vacinação está em dia. A enfermeira do pronto-socorro não conseguiu aferir a pressão e obter a saturação em virtude da crise. Observam-se FC = 110 bpm, bom enchimento capilar periférico, extremidades rosadas e presença de petéquias em todo o corpo, iniciadas hoje.


Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


Levando-se em consideração as recomendações do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), a primeira conduta a ser feita deve ser assegurar a via aérea da criança. Portanto, deve-se iniciar a oxigenação suplementar e preparar a sequência rápida de intubação.

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Tema central: O enunciado aborda o manejo inicial de uma crise convulsiva febril prolongada em uma criança lactente, com foco no que preconiza o Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS).

Análise da alternativa correta (E – Errado): Segundo as diretrizes do PALS (American Heart Association, 2020), o primeiro passo diante de uma crise convulsiva prolongada (≥5 minutos) em pediatria é a administração de benzodiazepínicos via adequada (ex: IV, retal, intranasal) visando cessar a crise. Intubação endotraqueal e sequência rápida só devem ser consideradas caso haja ineficácia do tratamento medicamentoso ou sinais de comprometimento da via aérea (exemplo: apneia, hipoventilação, cianose, rebaixamento maior do nível de consciência).

O manejo correto se faz por etapas, em que a administração precoce de anticonvulsivantes é prioritária, não a intubação imediata. Somente se a crise não cessar após benzodiazepínicos, ou se complicações respiratórias graves surgirem, evolui-se para suporte avançado da via aérea.

Análise da alternativa incorreta (C – Certo): Essa alternativa induz ao erro ao sugerir que a conduta inicial é preparar a sequência rápida de intubação. Isto contraria o algoritmo do PALS, que preconiza que a interrupção da convulsão vem antes de qualquer intervenção invasiva na via aérea, salvo sofrimento respiratório grave.

Pontos de atenção/pegadinhas da questão:

  • A menção à "segurança da via aérea" não implica automaticamente em intubação. Garantir via aérea significa garantir permeabilidade, avaliar respiração e, se necessário, ofertar O2, mas intubação só se indica em falha do tratamento ou comprometimento grave.
  • Petéquias em lactente febril em crise: chamam atenção para possível etiologia infecciosa grave (como meningococcemia), reforçando urgência, mas o manejo imediato da convulsão prioriza cessar a crise.

Referência técnica: O PALS Provider Manual afirma: “O tratamento inicial de convulsão prolongada consiste na administração de benzodiazepínicos. A via aérea avançada só é considerada se persistirem crise, rebaixamento importante ou instabilidade respiratória” (seção: Crises Convulsivas). Leitura complementar: Manual MSD, capítulo Convulsões Febris.

Resumo: O manejo correto para este lactente inicia-se com benzodiazepínicos para interromper a convulsão, não sendo indicada a intubação como primeira conduta. Atenção aos protocolos: sempre siga o passo a passo do PALS diante de crise convulsiva pediátrica!

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. A primeira conduta a ser realizada em casos de crise convulsiva em lactentes com febre é a administração de medicamentos anticonvulsivantes de primeira linha, como o diazepam ou midazolam, para interromper a crise e, posteriormente, avaliar a necessidade de intubação traqueal. Além disso, a causa da febre deve ser investigada e tratada, e a criança deve ser encaminhada para um hospital para acompanhamento e tratamento adequados. A asseguração da via aérea é importante, mas não deve ser a primeira conduta realizada nesses casos.

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