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Q3510431 Biomedicina - Análises Clínicas
Os testes de coagulação são utilizados para verificar os distúrbios da hemostasia e em rotinas de pré-operatório. Para a dosagem de fibrinogênio in vitro, o plasma do paciente a ser testado, após diluído, é misturado com
Alternativas

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Tema central: Dosagem de fibrinogênio pelo método funcional (método de Clauss), um teste de hemostasia usado em rotinas de coagulação e pré-operatório.

Alternativa correta: A – trombina bovina.

Por quê? No método de Clauss, o plasma citratado do paciente é diluído e depois misturado a alta concentração de trombina (geralmente bovina). Mede-se o tempo para formação do coágulo; esse tempo é inversamente proporcional à concentração de fibrinogênio. Com uma curva de calibração, converte-se o tempo em mg/dL ou g/L. É o padrão-ouro funcional para fibrinogênio, pois avalia a capacidade de formar fibrina (UpToDate; Harrison’s; diretrizes ISTH/CLSI).

Estratégia de prova: ao ler “dosagem de fibrinogênio in vitro” e “plasma diluído, misturado com…”, associe imediatamente ao reagente trombina. Evite confundir trombina com tromboplastina (palavras parecidas, funções diferentes).

Análise das alternativas incorretas

  • B – Tromboplastina: é o complexo fator tecidual + fosfolipídios usado no TP/INR (via extrínseca), não no ensaio funcional de fibrinogênio. Misturar plasma diluído com tromboplastina mede TP, não fibrinogênio (BSH/ISTH).
  • C – Citrato de sódio: anticoagulante de coleta (3,2% na proporção 9:1) que quelata cálcio para impedir coagulação pré-analítica. Não é reagente da dosagem; no método de Clauss, o passo crítico é a adição de trombina, não de citrato.
  • D – Dímero D: produto de degradação da fibrina reticulada, medido por imunoensaio para investigação de TEV e CID. É um analito, não reagente de dosagem de fibrinogênio, e não participa da formação de coágulo no teste.

Pontos de atenção (pegadinhas):

  • Trombina x Tromboplastina: trombina converte fibrinogênio em fibrina; tromboplastina ativa a via extrínseca (TP).
  • Interferentes no Clauss: heparina e DOACs podem prolongar o tempo e subestimar fibrinog��nio; alguns reagentes contêm neutralizantes. Em dúvida, o tempo de reptilase pode auxiliar (não é inibido por heparina).
  • Pré-analítico: tubo com citrato 3,2%, preenchimento adequado (9:1) e correção para hematócrito alto minimizam erro (CLSI; ISTH).

Aplicação prática: método de Clauss é preferido em sangramentos, CID e pré-operatório; valores de referência ~200–400 mg/dL, variando conforme o laboratório e o calibrador.

Referências essenciais: UpToDate – Assessment of fibrinogen; Harrison’s Principles of Internal Medicine; Diretrizes ISTH/BSH para testes de coagulação; recomendações CLSI para fase pré-analítica em hemostasia.

Gabarito: A – trombina bovina.

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