O exame de ELISA é amplamente utilizado no laboratório para ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3510430 Técnicas em Laboratório
O exame de ELISA é amplamente utilizado no laboratório para diagnóstico de doenças infecciosas, como as doenças virais. Para o exame de ELISA direto, o que é avaliado no soro do indivíduo que está sendo testado?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: O ELISA é um ensaio imunológico que detecta a interação antígeno–anticorpo por meio de uma enzima que gera cor. Em diagnóstico de viroses com amostra de soro, o formato mais comum é o ELISA indireto, que pesquisa anticorpos do paciente.

Alternativa correta: C — Anticorpos

No contexto de viroses e soro do paciente, o teste usualmente empregado é o ELISA indireto:
• A placa é revestida com antígeno viral conhecido.
• Adiciona-se o soro; se o paciente tiver anticorpos específicos, eles se ligam ao antígeno.
• Um anti-Ig humano conjugado à enzima se liga ao anticorpo do paciente.
• O substrato cromogênico revela a reação (mudança de cor proporcional à quantidade de anticorpos).

É o princípio clássico para triagem de várias infecções virais (ex.: anti-HCV, anti-HIV/ensaios combinados), conforme descrito em Tietz e Kuby/Janesway e em revisões do UpToDate e diretrizes CDC/OMS para sorologia.

Atenção à pegadinha: Algumas bancas usam “ELISA direto” de forma imprecisa. Tecnicamente, o ELISA direto detecta antígeno com anticorpo primário conjugado à enzima; já o indireto detecta anticorpos. Em provas, se o enunciado fala em soro do paciente e viroses, a resposta mais segura costuma ser “anticorpos”.

Por que as outras estão incorretas?

  • A — Antígenos: Alvo do ELISA direto clássico. Porém, em viroses, a triagem sorológica em soro geralmente busca anticorpos. A detecção de antígenos virais via ELISA (p.ex., p24 do HIV, HBsAg) usa formatos direto/sanduíche e depende da fase da infecção; não é o padrão quando a questão enfatiza “soro do indivíduo” e triagem geral.
  • B — Toxinas: São antígenos, mas esse alvo é típico de bacteriologia (p.ex., toxina botulínica). Em doenças virais, toxinas não são o foco do ELISA diagnóstico rotineiro em soro.
  • D — Proteínas de superfície: Também são antígenos virais; podem revestir a placa no ELISA, mas o que se mede no soro do paciente é a presença de anticorpos contra essas proteínas, não as proteínas em si, na maioria dos cenários sorológicos.

Estratégia de prova: Se aparecer “soro do paciente” + “viroses”, pense em detecção de anticorpos (ELISA indireto). Se o foco for “detecção de antígeno específico” (p.ex., HBsAg, p24), o formato é direto/sanduíche e geralmente virá explícito.

Referências essenciais: Tietz Fundamentals of Clinical Chemistry and Molecular Diagnostics; Kuby/Janeway Immunology; UpToDate (overview of ELISA methods); CDC/OMS – manuais de sorologia para HIV e hepatites.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo