Sobre as fossetas de disco óptico, assinale a alternativa co...

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Q3127264 Medicina
Sobre as fossetas de disco óptico, assinale a alternativa correta. 
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Tema central: A fosseta de disco óptico é uma escavação congênita da cabeça do nervo óptico, geralmente unilateral, que pode causar maculopatia com retinosquise e/ou descolamento seroso macular. A origem do fluido é debatida (vítreo vs. espaço subaracnoide), e a OCT mostra cavitações intrarretinianas e descolamento neurossensorial.

Alternativa correta – C: Durante a vitrectomia via pars plana em olhos com fosseta, é frequente encontrar uma membrana fibroglial ou “véu glial” recobrindo o defeito do disco. Esse tecido pode ser manipulável e sua identificação orienta a estratégia cirúrgica (indução de PVD, peeling de ILM, tamponamento com gás e, em alguns casos, criação de barreira sobre o pit). Evidências de séries cirúrgicas e textos de referência (AAO BCSC – Retina; Kanski; UpToDate) descrevem esse achado e sua relevância no manejo da maculopatia por pit.

Por que as demais estão incorretas?

A – Afirma que a maioria é bilateral. Falso: cerca de 85–90% são unilaterais; bilaterais em ~10–15%. (AAO BCSC; Kanski)

B – Diz que a maioria apresenta descolamento seroso desde os primeiros dias de vida. Falso: muitos pacientes são assintomáticos por anos; a maculopatia costuma surgir na adolescência/vida adulta, e não na fase neonatal. Nem todos desenvolvem descolamento. (UpToDate; Revisões de maculopatia por pit)

D – Afirma que retinosquise macular associada a descolamento seroso afasta o pit. Falso: essa associação é típica da maculopatia por fosseta, com padrão “esquistoso” intrarretiniano na OCT e acúmulo sub-retiniano. Logo, reforça o diagnóstico, não o afasta. (AAO BCSC; estudos de OCT)

E – Alega que não se pode fazer laser temporal ao disco. Falso: a fotocoagulação peripapilar pode ser usada como estratégia terapêutica/adiuvante (com ou sem PPV e gás) e frequentemente é aplicada temporal ao disco para tentar bloquear a migração de fluido à mácula. Deve-se ter cuidado com o feixe papilomacular, mas não é uma proibição absoluta. (AAO BCSC; UpToDate)

Dicas de prova e prática clínica: Diante de fosseta + queda visual, procure na OCT por retinosquise e descolamento seroso macular. No tratamento, as opções com melhor evidência incluem PPV com indução de PVD, peeling de ILM, tamponamento com gás e, seletivamente, laser peripapilar. Palavras absolutas (“sempre”, “nunca”, “não pode”) costumam sinalizar alternativas armadilhas.

Referências úteis: AAO BCSC – Retina and Vitreous; Kanski’s Clinical Ophthalmology; UpToDate – Congenital optic disc anomalies and optic disc pit maculopathy.

Gabarito: C

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