Os riscos biológicos são classificados em quatro diferentes ...
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação de riscos biológicos (grupos 1 a 4) segundo gravidade da doença, possibilidade de transmissão e existência de profilaxia/terapia.
Alternativa correta: A – III
Justificativa: O enunciado destaca três pistas-chave: “enfermidades graves”, “podendo propagar-se pessoa a pessoa” e “existe profilaxia e/ou tratamento”. Esse conjunto descreve Grupo de Risco 3 (GR3): agentes que causam doença grave em humanos, podem ter transmissão entre pessoas, e para os quais há medidas profiláticas e/ou terapêuticas. Exemplos clássicos: Mycobacterium tuberculosis, vírus da febre amarela vacinal (manipulação), alguns arbovírus e brucelas. Em termos de contenção, muitos requerem BSL-3 (lembrando: grupo de risco não é sinônimo de nível de biossegurança, embora frequentemente se correlacionem).
Por que não as demais?
B – I: GR1 inclui agentes sem capacidade de causar doença em humanos saudáveis (p.ex., Lactobacillus). Não há “enfermidade grave” nem transmissão relevante. Incompatível com o enunciado.
C – II: GR2 envolve doença humana geralmente de moderada gravidade, com profilaxia/tratamento disponíveis e risco limitado à comunidade (p.ex., Staphylococcus aureus não multirresistente, vírus da hepatite A). O enunciado pede gravidade elevada, o que afasta GR2.
D – IV: GR4 é reservado a agentes que causam doença grave ou letal, com alta transmissibilidade e, crucialmente, sem profilaxia/terapia disponíveis (p.ex., vírus Ebola, Marburg, variola). O item informa que existe profilaxia/terapia, logo não é GR4.
Estratégia para a prova: Faça um “checklist” rápido: - Gravidade alta? → afasta GR1 e tende a GR3/GR4. - Há transmissão pessoa a pessoa? → pode ocorrer em GR3 e GR4. - Existe profilaxia/terapia? → aponta fortemente para GR3; a ausência empurra para GR4.
Referências e diretrizes: Definições alinhadas ao WHO Laboratory Biosafety Manual, 4ª edição (OMS), e ao CDC/NIH Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories (BMBL), 6ª edição. No Brasil, ver NR-32 (MTE) e normas da Anvisa para práticas laboratoriais seguras.
Dica final: Atenção à “pegadinha”: muitos associam “transmissão pessoa a pessoa” diretamente ao GR4. O discriminador mais forte entre GR3 e GR4 é a disponibilidade de profilaxia/terapia.
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