Sobre a telangiectasia macular do tipo 2 (mactel 2), analise...
Sobre a telangiectasia macular do tipo 2 (mactel 2), analise as assertivas a seguir:
I. A doença costuma ser bilateral e afeta pacientes entre a quarta e quinta décadas de vida.
II. Se o paciente apresenta cavitações em retina interna no OCT, o tratamento deve ser realizado com anti VEGF.
III. Na angiografia fluoresceínica, a presença de extravasamento de contraste em fases tardias, na região parafoveal temporal, confirma a presença de neovascularização secundária.
Quais estão corretas?
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Tema central: Telangiectasia macular tipo 2 (MacTel 2) é uma doença bilateral, degenerativa, da região parafoveal temporal, com alterações vasculares e neurodegenerativas. O quadro típico envolve “acinzentamento” parafoveal temporal, vénulas em “ângulo reto”, depósitos cristalinos e, em fases tardias, placas pigmentadas. No OCT, destacam-se cavitações intrarretinianas (inner/outer), sinal “ILM drape” e ruptura da zona elipsoide. Na AF, há hiperfluorescência tardia por extravasamento parafoveal temporal; a OCTA ajuda a detectar neovascularização secundária.
Alternativa correta: A (Apenas I)
A assertiva I está correta: a MacTel 2 é tipicamente bilateral e surge em meia-idade (4ª–6ª décadas, média ~50–60 anos), muitas vezes assimétrica no início. Isso está de acordo com AAO BCSC Retina e UpToDate.
Por que as demais estão incorretas?
II. “Cavitações internas no OCT → tratar com anti-VEGF” – Falsa. As cavitações na MacTel 2 refletem neurodegeneração e não edema exsudativo; anti-VEGF não é tratamento de escolha nas formas não neovasculares. A conduta é observação, reabilitação visual e, quando disponível, implante de CNTF (ciliary neurotrophic factor), que mostrou retardo da perda de fotorreceptores em ECRs. Anti-VEGF é indicado apenas na fase proliferativa com neovascularização sub-retiniana (SRNV) e sinais de atividade (hemorragia, líquido SR/IR, SRHM no OCT).
III. “Extravasamento tardio temporal na AF confirma neovascularização” – Falsa. O extravasamento tardio parafoveal temporal na AF é característico da MacTel 2 não proliferativa e não confirma SRNV. Para confirmar neovascularização, busque no OCT material hiper-reflexivo sub-retiniano, fluido intra/sub-retiniano ou hemorragia, e utilize OCTA para identificar a rede neovascular; a AF isolada é inespecífica.
Estratégia para provas:
– Associe “bilateral + meia-idade + temporal parafoveal” à MacTel 2.
– Armadilha: cavitações no OCT ≠ indicação de anti-VEGF; pense em neurodegeneração.
– Armadilha: leak tardio na AF é comum na forma não proliferativa; SRNV requer OCTA/OCT com sinais de atividade para indicar anti-VEGF.
Referências essenciais: AAO BCSC Retina and Vitreous (2023–2024); UpToDate – Macular telangiectasia type 2 (acesso 2024); Review of Ophthalmology; Wong WT et al., estudos do implante CNTF.
Gabarito: Alternativa A.
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