Uma criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de síndrom...
Uma criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) potencialmente relacionada à Covid-19, será transferida para a unidade de terapia intensiva (UTI). O relato da regulação é de que a criança está intubada, usando epinefrina, sedanalgesia com midazolam e fentanil, e não urina na fralda há 12 horas. Constatam-se IgG para Covid-19 positivo e presença de plaquetose no hemograma (450.000/uL).
Considerando esse caso clínico e com base nas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria a respeito do tema e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Essa criança provavelmente apresentava hipotensão,
pois a epinefrina é inotrópico de escolha inicial para
pacientes com hipotensão.
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Tema central da questão: A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), complicação grave associada à Covid-19 em crianças, pode cursar com choque e disfunção cardiovascular, exigindo manejo intensivo.
Justificativa da alternativa correta (“Certo”): A conduta descrita (intubação, uso de epinefrina e ausência de diurese há 12 horas) indica instabilidade hemodinâmica com provável hipotensão. A epinefrina é, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o inotrópico de escolha inicial para choque com perfil vasodilatado ou disfunção miocárdica em crianças. Isso está de acordo também com protocolos internacionais (OMS, CDC) sobre SIM-P. Ou seja, a presença de epinefrina sugere que a criança apresentava hipotensão e necessidade de suporte cardiovascular avançado.
Segundo o Protocolo de Manejo Clínico da SBP (seção SIM-P): “Pacientes podem evoluir com sinais de choque e comprometimento cardiovascular grave, sendo o suporte hemodinâmico fundamental, frequentemente com necessidade de inotrópicos como epinefrina.”
Neste caso, sinais de disfunção de perfusão sistêmica também estão presentes: anúria prolongada (ausência de diurese) e necessidade de UTI. A plaquetose (450.000/uL), embora não específica, reforça o quadro inflamatório.
Por que as alternativas incorretas não se aplicam?
A alternativa “Errado” partiria do pressuposto de que o uso da epinefrina não está relacionado à hipotensão, o que contraria protocolos atuais. É importante não confundir protocolos adultos com pediátricos: enquanto a noradrenalina é mais comum em adultos, a epinefrina é preferida em crianças com SIM-P devido ao perfil fisiopatológico (disfunção miocárdica e vasodilatação).
Dica para provas: Palavras como “inotrópico de escolha inicial” e a associação de “ausência de diurese” são pistas-chave. Atenção ao contexto clínico e à medicação citada: epinefrina raramente é usada sem justificativa hemodinâmica importante em pediatria.
Resumo e evidências: Em situações de SIM-P com choque, a epinefrina está fortemente indicada e, portanto, seu uso é marcador de hipotensão. Referências como o SBP, OMS e UpToDate reforçam essa conduta. Segundo revisão recente em Pediatrics (2022), o manejo inclui “início imediato de suporte hemodinâmico com epinefrina diante de instabilidade circulatória.”
Estratégia: Identifique fármacos usados para suporte vital e associe-os sempre ao contexto de instabilidade, especialmente em pediatria. Isso guiará facilmente à alternativa correta.
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