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Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: FHGV Prova: Quadrix - 2019 - FHGV - Médico Pneumologista |
Q1069408 Medicina
Uma paciente de 56 anos de idade que nunca fumou relata que, há um ano, vem apresentando sintomas de dispneia e tosse seca persistente, os quais se agravam quando ela visita sua mãe, que é dona de dois gatos. Ao longo dos últimos seis meses, esses sintomas se intensificaram e as crises começaram a ocorrer em um intervalo de tempo menor, em especial a sibilância, que passou a ser diária. Não consegue mais limpar o quintal de sua casa devido ao cansaço e, à noite, acorda sufocada pelo menos quatro vezes por semana. Sua única lembrança de situações parecidas ao longo da vida é de quando era criança e, ocasionalmente, apresentava dispneia e sibilos depois de correr. Devido à piora do quadro, procurou atendimento médico no centro de saúde próximo de sua residência e recebeu o diagnóstico de bronquite asmática crônica. Iniciou tratamento medicamentoso com formoterol e tiotrópio.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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O tema central desta questão é o controle e manejo da asma, uma condição respiratória comum caracterizada por episódios de dispneia, tosse e sibilância, muitas vezes exacerbados por alérgenos ou irritantes, como os pelos de animais.

Justificativa para a alternativa correta (B): A asma é uma condição frequentemente exacerbada por alérgenos e irritantes ambientais. No caso apresentado, a paciente tem suas crises agravadas quando visita sua mãe, que possui gatos. Desta forma, a identificação e a evitação de alérgenos são componentes fundamentais no manejo da asma. As diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) recomendam fortemente a redução da exposição a gatilhos conhecidos como parte do controle da doença. Portanto, a alternativa B está correta ao sugerir evitar a exposição aos felinos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Embora a espirometria seja uma ferramenta importante para o diagnóstico e manejo da asma, a questão principal aqui é sobre a conduta em relação aos gatilhos alérgicos. A alternativa não aborda diretamente o controle ambiental e, portanto, não é a melhor resposta para a situação apresentada.

C) Esta alternativa discute o controle da asma segundo a escala da GINA. No entanto, os sintomas da paciente são indicativos de asma não controlada, dado que há sintomas diários e acorda à noite devido à asma. Logo, a descrição de "asma parcialmente controlada" não se aplica aqui.

D) A explicação sobre a espirometria e seus critérios de reversibilidade está correta, mas, assim como a alternativa A, não foca no controle ambiental e alérgico, que é o ponto crucial do caso apresentado.

E) A introdução de corticoides orais de manutenção não é a abordagem de primeira linha para o manejo da asma não controlada. A prioridade deve ser a otimização do uso de corticoides inalatórios e controle ambiental, antes de considerar corticoides sistêmicos, que são geralmente reservados para exacerbações agudas, conforme as diretrizes da GINA.

Resumindo, a alternativa B é a mais adequada, pois foca na identificação e redução da exposição a alérgenos, que é um passo crítico no manejo da asma da paciente. Seguindo as diretrizes, a evitação de alérgenos, como os pelos de gatos, pode ajudar a controlar a frequência e a intensidade das crises asmáticas.

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Comentários

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A alternativa correta é B, pois a paciente relata sintomas de dispneia e tosse seca persistente que se intensificaram ao longo dos últimos seis meses, com crises que começaram a ocorrer em um intervalo de tempo menor, em especial a sibilância, que passou a ser diária, além de não conseguir mais limpar o quintal de sua casa devido ao cansaço e acordar sufocada pelo menos quatro vezes por semana. Esses sintomas sugerem uma reação alérgica, possivelmente aos pelos dos gatos da mãe da paciente, que provavelmente desencadearam as crises. Portanto, para melhorar o controle da asma, é importante identificar e reduzir a exposição a alérgenos e irritantes, bem como controlar os fatores capazes de intensificar os sintomas ou precipitar exacerbações de asma. A paciente deve evitar ir à casa da mãe para prevenir crises de asma.

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