A tosse constitui um sintoma de uma grande variedade...
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Tema central: A questão avalia o conhecimento sobre manejo clínico da tosse, enfatizando etiologia, classificação temporal, causas e estratégia terapêutica sintomática, aspectos extremamente frequentes e relevantes na atuação do pneumologista.
Justificativa da alternativa correta (A):
A tosse é, de fato, multifatorial, e ocasionalmente a etiologia permanece não identificada mesmo após investigação adequada. Nesses casos – especialmente quando a tosse é intensa – a utilização de sintomáticos pode ser justificada para proporcionar conforto e qualidade de vida ao paciente, conforme preconizam as diretrizes atuais. Segundo o artigo “II Diretrizes Brasileiras no Manejo da Tosse Crônica”, pode-se lançar mão de antitussígenos no alívio sintomático, particularmente quando o sintoma impacta o sono ou o convívio social. Importante: essa conduta não substitui a investigação da causa, mas é válida quando esta não pode ser esclarecida.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. A tosse crônica é definida por duração superior a 8 semanas em adultos (“Avaliação da tosse crônica”, BMJ Best Practice; II Diretrizes Brasileiras). O enunciado menciona “mais de seis semanas”, o que a caracterizaria como subaguda, não crônica.
C) Incorreta. DPOC exacerbada e ICC são causas de tosse crônica com duração geralmente maior; entre as causas clássicas da tosse aguda (<4 semanas), predominam infecções virais e bacterianas de vias aéreas superiores.
D) Incorreta. Apesar de o IECA normalmente causar tosse em mulheres e em qualquer momento do tratamento, o efeito NÃO é dose-dependente e há relação temporal, visto que pode surgir logo após início e regride após suspensão do fármaco.
E) Incorreta. A gabapentina não é opioide, e antitussígenos de ação central também podem beneficiar tosse de origem em vias aéreas superiores ou até mesmo ter efeito em quadros refratários, independentemente da origem.
Dica para provas: Atenção a detalhes como classificações de tempo (aguda, subaguda, crônica) e limitações/exceções de cada medicamento. Fique atento a termos como “sempre”, “apenas”, “não existe relação” – costumam ser pegadinhas!
Segundo diretrizes oficiais (II Diretrizes Brasileiras no Manejo da Tosse Crônica, SBPT): “O uso de antitussígenos visa conforto e qualidade de vida para casos com tosse intensa, ainda que a causa permaneça desconhecida.”
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