Em determinado contexto urbano, instituições culturais de prestígio passaram a desenvolver programas de “democratização do
acesso”, ampliando a entrada gratuita em museus, concertos e exposições. Apesar disso, pesquisas posteriores identificaram que a
frequência continuava concentrada em grupos socialmente privilegiados, enquanto parcelas populares demonstravam sensação de
inadequação, distanciamento simbólico e dificuldade de identificação com os códigos valorizados nesses espaços. Considerando
as interpretações sociológicas da cultura e das relações de poder, tal situação evidencia que: