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Q3127017 Farmácia
A doença aterosclerótica pode ser desencadeada por vários fatores, dentre eles: idade, genética, dislipidemia, hipertensão sistêmica, tabagismo, obesidade e etilismo. Condutas como reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos podem reverter fatores de risco da doença. Quando estes não são suficientes, o tratamento farmacológico através dos fármacos redutores de lipídios se faz necessário.
Acerca desta classe de fármacos, é CORRETO afirmar que:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a farmacologia relacionada ao tratamento da aterosclerose, especialmente o uso de fármacos redutores de lipídios, como estatinas e outras medicações.

Alternativa Correta: D - A ezetimiba é um fármaco inibidor da absorção de colesterol que pode ser utilizado como coadjuvante à dieta e ao uso de estatinas em pacientes com dislipidemia grave.

Justificativa: A ezetimiba atua inibindo a absorção de colesterol no intestino delgado, reduzindo assim os níveis de colesterol total e LDL no sangue. De acordo com as diretrizes médicas, ela é frequentemente usada em combinação com estatinas para potencializar o efeito redutor de lipídios, especialmente em pacientes que não atingem as metas apenas com estatinas. Referências como o "Harrison’s Principles of Internal Medicine" destacam essa combinação como eficaz e segura.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Atorvastatina e rosuvastatina são, de fato, inibidores da HMG-CoA redutase, mas a descrição de "liberação imediata" não é precisa. Esses fármacos são projetados para serem tomados uma vez ao dia e possuem diferentes perfis de liberação controlada.

B - Simvastatina, lovastatina e pravastatina são inibidores competitivos da HMG-CoA redutase, mas são reversíveis e não inespecíficos. Eles atuam de forma específica na enzima para reduzir a síntese de colesterol.

C - Os inibidores da HMG-CoA redutase, como as estatinas, são contraindicados na gravidez devido ao potencial teratogênico e a falta de segurança comprovada para o feto. Diretrizes internacionais, como as da Associação Americana de Cardiologia, contraindicam seu uso em gestantes.

E - O uso concomitante de fibratos e estatinas pode, sim, estar associado a um risco aumentado de miopatia e rabdomiólise. Este é um alerta importante em farmacologia clínica, sendo necessário monitorar os pacientes para sintomas musculares ao combinar essas medicações.

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