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Q3649706 Medicina
No Sistema Único de Saúde (SUS), a estratégia de início rápido da terapia antirretroviral (TARV) busca reduzir morbimortalidade e transmissão. À luz do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), qual afirmativa apresenta a conduta CORRETA?
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Tema central: Início rápido da TARV no SUS, conforme PCDT HIV do Ministério da Saúde: iniciar tratamento o quanto antes para reduzir morbimortalidade e transmissão (Tratamento como Prevenção).

Alternativa correta: BIniciar no mesmo dia do diagnóstico sempre que possível, coletando exames basais (carga viral, CD4, função renal/hepática, sorologias para HBV/HCV/sífilis, teste de gravidez etc.), oferecendo suporte à adesão e postergando apenas em exceções específicas, como criptococose meningoencefálica e meningite tuberculosa (alto risco de IRIS e pior desfecho com TARV muito precoce). Evidências: START e TEMPRANO demonstram benefício do início precoce; HPTN 052 mostra redução de transmissão; OMS e PCDT Brasil recomendam testar e tratar imediatamente. No Brasil, o esquema preferencial é TDF + 3TC + DTG (INSTI-based). Na gestação, o início é igualmente imediato, com DTG + TDF + 3TC como padrão atualizado (PCDT HIV, MS; OMS; UpToDate; Harrison’s).

Por que as outras estão incorretas?

AErrada: não se deve adiar a TARV para aguardar genotipagem ou todos os exames. A genotipagem é desejável, mas não é pré-requisito para iniciar. Na gestação, adiar é ainda mais inadequado pelo risco materno-fetal. (PCDT HIV; OMS “Treat all”).

CErrada: “Férias de remédio” aumentam rebote viral, risco de resistência e eventos adversos graves. O estudo SMART mostrou piores desfechos com interrupções programadas. Não se recomenda interrupção terapêutica, salvo em situações de toxicidade aguda/iatrogênicas, com manejo individualizado.

DErrada: Início com dupla da mesma classe é ineficaz e favorece resistência. O recomendado é regime potente ancorado em INSTI (ex.: TDF+3TC+DTG). Dupla terapia DTG/3TC é opção apenas em condições específicas (sem HBV, carga viral geralmente baixa, sem gestação/suspeita de resistência) e nunca “da mesma classe” sem critério.

EErrada: Início rápido é para todos, não só casos avançados ou gestação. Aguardas CD4/genótipo para começar contraria PCDT e OMS e perde oportunidade de reduzir transmissão e eventos clínicos.

Estratégia para a prova:

- Busque expressões-chave: “início no mesmo dia”, “não aguardar genotipagem”, “exceções: OI do SNC”, “apoio à adesão”.
- Desconfie de itens que proponham interrupções programadas ou adiamentos burocráticos.
- Lembre o esquema-base no SUS: TDF + 3TC + DTG; colete exames basais, mas não adie por eles.

Referências essenciais: PCDT HIV – Ministério da Saúde (atualizações recentes); OMS “Guidelines for managing advanced HIV disease and rapid initiation of ART”; START, TEMPRANO, HPTN 052; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: B

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