No Sistema Único de Saúde (SUS), a estratégia de início ráp...
Gabarito comentado
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Tema central: Início rápido da TARV no SUS, conforme PCDT HIV do Ministério da Saúde: iniciar tratamento o quanto antes para reduzir morbimortalidade e transmissão (Tratamento como Prevenção).
Alternativa correta: B — Iniciar no mesmo dia do diagnóstico sempre que possível, coletando exames basais (carga viral, CD4, função renal/hepática, sorologias para HBV/HCV/sífilis, teste de gravidez etc.), oferecendo suporte à adesão e postergando apenas em exceções específicas, como criptococose meningoencefálica e meningite tuberculosa (alto risco de IRIS e pior desfecho com TARV muito precoce). Evidências: START e TEMPRANO demonstram benefício do início precoce; HPTN 052 mostra redução de transmissão; OMS e PCDT Brasil recomendam testar e tratar imediatamente. No Brasil, o esquema preferencial é TDF + 3TC + DTG (INSTI-based). Na gestação, o início é igualmente imediato, com DTG + TDF + 3TC como padrão atualizado (PCDT HIV, MS; OMS; UpToDate; Harrison’s).
Por que as outras estão incorretas?
A — Errada: não se deve adiar a TARV para aguardar genotipagem ou todos os exames. A genotipagem é desejável, mas não é pré-requisito para iniciar. Na gestação, adiar é ainda mais inadequado pelo risco materno-fetal. (PCDT HIV; OMS “Treat all”).
C — Errada: “Férias de remédio” aumentam rebote viral, risco de resistência e eventos adversos graves. O estudo SMART mostrou piores desfechos com interrupções programadas. Não se recomenda interrupção terapêutica, salvo em situações de toxicidade aguda/iatrogênicas, com manejo individualizado.
D — Errada: Início com dupla da mesma classe é ineficaz e favorece resistência. O recomendado é regime potente ancorado em INSTI (ex.: TDF+3TC+DTG). Dupla terapia DTG/3TC é opção apenas em condições específicas (sem HBV, carga viral geralmente baixa, sem gestação/suspeita de resistência) e nunca “da mesma classe” sem critério.
E — Errada: Início rápido é para todos, não só casos avançados ou gestação. Aguardas CD4/genótipo para começar contraria PCDT e OMS e perde oportunidade de reduzir transmissão e eventos clínicos.
Estratégia para a prova:
- Busque expressões-chave: “início no mesmo dia”, “não aguardar genotipagem”, “exceções: OI do SNC”, “apoio à adesão”.
- Desconfie de itens que proponham interrupções programadas ou adiamentos burocráticos.
- Lembre o esquema-base no SUS: TDF + 3TC + DTG; colete exames basais, mas não adie por eles.
Referências essenciais: PCDT HIV – Ministério da Saúde (atualizações recentes); OMS “Guidelines for managing advanced HIV disease and rapid initiation of ART”; START, TEMPRANO, HPTN 052; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: B
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