Na técnica da PCR alelo específico (também denominada ARMS -...
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Tema central: A PCR alelo-específica (ARMS/SSP) detecta variantes patogênicas usando iniciadores cujo 3’ é complementar ao alelo de interesse. Se houver mismatch no 3’, a Taq não estende eficientemente, impedindo a amplificação. Assim, o produto só aparece quando o alelo alvo está presente. É técnica simples, rápida e muito usada em triagem de mutações (ex.: HBB Glu6Val, CFTR) e tipagem HLA.
Alternativa correta: B — “é fundamental o uso de controle interno de reação.”
Na ARMS, um controle interno de amplificação (IAC) assegura que a reação funcionou (DNA íntegro, ausência de inibidores e reagentes adequados). Sem IAC, um resultado “sem banda” pode ser falso-negativo. O IAC geralmente é um segundo par de primers para um locus constitutivo (ex.: gene housekeeping) que deve amplificar em todas as amostras. Boas práticas laboratoriais e diretrizes (CLSI/EuroGentest; MIQE para qPCR) recomendam controles internos para minimizar erros analíticos.
Por que as demais estão incorretas?
A — “mesmo par de iniciadores para alelo normal e mutante”: falso. A essência da ARMS/SSP é usar primers distintos e alelo-específicos, cujo 3’ casa exatamente com o alelo normal OU com o mutante; muitas vezes adiciona-se um segundo mismatch interno para aumentar a especificidade.
C — “é necessária a utilização de sondas para alelo normal e mutante”: não é obrigatório. ARMS clássica depende de primers, não de sondas. Sondas (ex.: TaqMan) são de outros formatos de genotipagem (qPCR alelo-específica), não requisito da ARMS convencional.
D — “polimerase própria para grandes fragmentos”: inadequado. Alvos em ARMS são tipicamente curtos (≈100–300 bp) para maximizar especificidade. Usa-se Taq padrão; enzimas de long-range não trazem benefício e podem até piorar a discriminação.
E — “usar dNTP em menor concentração que a PCR convencional”: não é regra. As concentrações são usuais (≈200 μM de cada dNTP), com otimizações de Mg²⁺ e temperatura de anelamento. Reduzir dNTP indiscriminadamente pode diminuir eficiência, sem ganhar especificidade de forma consistente.
Dica de prova: Ao ler “ARMS/SSP” pense em: (1) primers alelo-específicos com 3’ perfeito, (2) produto só aparece se o alelo está presente, (3) controle interno obrigatório, e (4) não exige sonda. Cuidado para não confundir com genotipagem por sonda (TaqMan) ou com PCR de long-range.
Referências essenciais: Newton et al., Nucleic Acids Res 1989 (ARMS original); Buckingham & Flaws. Molecular Diagnostics: Fundamentals, Methods and Clinical Applications; Recomendações de controle interno em métodos moleculares (CLSI/EuroGentest; MIQE para qPCR).
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B
A PCR Alelo Específica é uma técnica de PCR convencional desenvolvida para detectar variações genéticas específicas, como SNPs (Single Nucleotide Polymorphisms), mutações patogênicas, inserções ou deleções pontuais.
- Ela explora a sensibilidade da DNA polimerase à extremidade 3' do primer.
- Uma única incompatibilidade na extremidade 3' do primer impede a extensão pela Taq polimerase.
MECANISMO
- Desenho de primers específicos:
- Um primer se liga exatamente ao alelo normal.
- Outro primer se liga exatamente ao alelo mutante.
- A diferença está em um único nucleotídeo na extremidade 3' do primer.
- Realizam-se duas reações paralelas:
- Uma reação testa o alelo normal.
- Outra testa o alelo mutante.
- Adiciona-se um controle interno (um par de primers para um gene invariante) para garantir que a PCR funcionou.
Interpretação:
- Amplificação na reação do alelo normal: → Alelo selvagem presente.
- Amplificação na reação do alelo mutante: → Mutação presente.
- Amplificação em ambas: → Heterozigoto.
- Amplificação apenas no controle interno: → Negativo para aquele alelo.
Por que o controle interno é essencial?
Se não houver amplificação, é fundamental saber se isso aconteceu porque:
a) O alelo alvo não está presente.
ou
b) A reação falhou.
→ O controle interno confirma que a PCR funcionou corretamente, independentemente do resultado do alelo específico.
Diagnóstico da Anemia Falciforme:
✔️ A mutação mais comum na ANEMIA FALCIFORME é a substituição de adenina (A) por timina (T) no sexto códon do gene HBB, que codifica a β-globina.
Alelo normal: GAG → Glutamato (ácido glutâmico)
Alelo mutante: GTG → Valina
O que se faz:
- Desenha-se um primer que se liga se houver GAG (normal) no sítio.
- Outro primer que só se liga se houver GTG (mutante).
O padrão de amplificação revela:
- AA: saudável (normal).
- AS: traço falciforme (heterozigoto).
- SS: anemia falciforme (homozigoto mutante).
Limitação:
→ Só detecta a variante que foi desenhada no primer.
→ Não serve para descobrir variantes novas — é necessária uma técnica de sequenciamento ou GWAS para isso.
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