Um adolescente de 13 anos de idade apresenta febre persisten...
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O adolescente deve receber antibiótico empiricamente enquanto aguarda o resultado das culturas.
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Tema central da questão: O caso descreve um adolescente com febre persistente, sintomas gastrointestinais, exantema polimórfico, conjuntivite não purulenta e instabilidade hemodinâmica (PA baixa, SatO2 baixa). Soma-se a isso o contato domiciliar recente com COVID-19. Esses achados são fortemente sugestivos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à infecção pelo SARS-CoV-2.
Justificativa da alternativa correta ("Certo"):
O quadro clínico de SIM-P pode mimetizar infecções bacterianas graves, como sepse e síndrome do choque tóxico. Por isso, muitas manifestações exigem condutas iniciais semelhantes às de quadros infecciosos sérios.
Segundo a Nota Técnica nº 7/2021 do Ministério da Saúde (p.4): “A antibioticoterapia empírica deve ser incluída no manejo inicial, pois o quadro clínico pode ser indistinguível de sepse infecciosa bacteriana.”
A Sociedade Brasileira de Pediatria também destaca: “Deve-se iniciar antibióticos de amplo espectro enquanto aguarda os resultados das culturas, já que o diagnóstico diferencial inclui infecções bacterianas graves.”
Desta forma, a alternativa C ("certo") está correta, pois, diante da gravidade e da possibilidade de sobreposição com infecções bacterianas, é mandatório iniciar antibióticos empiricamente enquanto se aguarda a confirmação laboratorial.
Análise da alternativa errada (“Errado”):
Não iniciar antibiótico pode ser um equívoco fatal, pois há risco real de rápida progressão para choque séptico ou de perder oportunidade de tratar infecções bacterianas concomitantes, frequentemente indistinguíveis neste cenário agudo inicial. Essa conduta vai contra protocolos nacionais e internacionais, que priorizam a abordagem sindrômica e segura ao paciente.
Dicas de prova e pegadinhas:
Fique atento: em quadros pediátricos compatíveis com SIM-P, a palavra-chave é conduta segura e prevenção da piora clínica. A recomendação de aguardar culturas sem antibiótico é incorreta! O raciocínio correto é: “frente à dúvida de infecção bacteriana concomitante, inicie antibiótico diretamente.”
Conclusão:
A antibioticoterapia empírica está fortemente respaldada por protocolos e boa prática clínica neste contexto. Mantenha atenção especial a sinais de choque e história de exposição à COVID-19 em crianças/adolescentes, pois o diagnóstico e manejo precoce são fundamentais para salvar vidas.
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