Sobre as complicações da papilotomia endoscópica, analise as...
Sobre as complicações da papilotomia endoscópica, analise as afirmativas a seguir.
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I. A maioria das perfurações relacionadas a esfincterotomia tem resolução com medidas conservadoras, sem intervenção cirúrgica. Dentre as opções endoscópicas para fechamento da perfuração estão: o fechamento com clip associado à drenagem nasobiliar e a colocação de prótese metálica autoexpansível completamente recoberta.
II. A maioria dos casos de hemorragia que necessita de intervenção tem excelente resposta à injeção de solução de adrenalina em diluição 1:10.000.
III. São fatores de risco independentes para a ocorrência de pancreatite: idade jovem, sexo feminino, bilirrubina normal, disfunção do esfíncter de Oddi, ausência de pancreatite crônica.
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Está correto o que se afirma em
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Tema central: As complicações da papilotomia endoscópica, procedimento fundamental da endoscopia digestiva para tratar doenças das vias biliares e pancreáticas, concentram-se nas principais intercorrências pós-procedimento: perfuração, hemorragia e pancreatite aguda.
Análise das afirmativas:
I – Perfurações: Correta. Segundo evidências, a maioria das perfurações por esfincterotomia tem resolução com medidas conservadoras (jejum, antibióticos, suporte clínico), sem cirurgia. Estratégias endoscópicas recomendadas incluem: fechamento com clipe, drenagem nasobiliar e prótese metálica autoexpansível recoberta. Essas opções visam conter vazamento e promover cicatrização. Tal manejo segue boas práticas descritas em consensos da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva e revisões como UpToDate.
II – Hemorragia: Correta. Hemorragia pós-esfincterotomia ocorre em até 2-10% dos casos. Quando há necessidade de intervenção, a injeção endoscópica de adrenalina a 1:10.000 é estratégia efetiva, com excelente resposta, com possibilidade de associação a outras abordagens terapêuticas (termocoagulação, balão ou clipe). Isso também é referendado em literatura padrão (Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate).
III – Pancreatite: Correta. Fatores de risco independentes para pancreatite pós-CPRE incluem: idade jovem, sexo feminino, bilirrubina normal, disfunção do esfíncter de Oddi e ausência de pancreatite crônica. Isso está de acordo com revisões sistemáticas e protocolos de residência médica, como evidenciado nos estudos recentes e referenciado em publicações científicas da área.
Estratégia de prova: Observe que todas as afirmativas são baseadas em evidências e práticas clínicas reconhecidas. Uma pegadinha comum seria sugerir que essas complicações raramente ocorrem ou que sempre exigem cirurgia, o que não é verdadeiro segundo as melhores evidências.
Alternativa correta: E) I, II e III.
Resumo: As três afirmativas refletem exatamente as práticas e evidências atuais sobre complicações da papilotomia endoscópica.
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