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Q1091289 Medicina
Um paciente com adenocarcinoma de cólon direito, estágio IV devido à presença de metástases hepáticas bilobares, é submetido a uma ileocolectomia direita associada à linfadenectomia com anastomose primária, devido à presença de hemorragia digestiva baixa.
Esse paciente foi submetido a uma ressecção do tipo
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Tema central: Nesta questão, o tema avaliado é a classificação das ressecções oncológicas em câncer colorretal metastático, segundo o sistema TNM. Compreender as diferenças entre ressecção R0, R1 e R2 é essencial para uma abordagem adequada ao paciente oncológico no contexto cirúrgico, além de ser frequente em concursos.

Justificativa da alternativa correta (C) R2: De acordo com o Sistema de Estadiamento TNM (seção: Classificação de Ressecção Tumoral), a ressecção R2 é definida quando há resíduo tumoral macroscópico após a cirurgia, seja no local do tumor primário ou em qualquer sítio de metástase. Neste caso, o paciente possui metástases hepáticas bilobares não ressecadas – ou seja, permanece doença visível aos olhos do cirurgião ao final do procedimento.

Isto diferencia claramente ressecções R0 e R1 (veja abaixo). A conduta cirúrgica foi motivada por complicação aguda (hemorragia digestiva baixa), sem pretensão de cura oncológica ampla, já que as metástases não foram abordadas. Segundo referencia o Manual de Oncologia Clínica do INCA: “Em ressecções R2, permanece tumor visível após o procedimento cirúrgico.”

Análise das alternativas incorretas:

A) R0: Incorreto. Segundo o TNM, R0 exige remoção completa do tumor com todas as margens histologicamente livres (“margens negativas e sem doença remanescente”). Aqui, há doença residual macroscópica hepática, portanto não é R0.

B) R1: Errado. Em R1, não se observa tumor residual a olho nu, mas as margens cirúrgicas, vistas ao microscópio, estão comprometidas (“ressecção incompleta, microscópica”). No caso, a doença residual é evidenciada macroscopicamente (visível), logo, exclui R1.

D) D1 e E) D3: São conceitos relacionados à extensão da linfadenectomia (D1 = retirada de linfonodos próximos ao tumor; D3 = linfonodos mais distantes, de cadeia principal). Não se aplicam à definição de margens tumorais remanescentes nem à presença de doença residual macroscópica, fugindo ao foco da questão.

Estratégias de prova: Observe bem os termos do enunciado: “metástases hepáticas bilobares”, “sem menção de ressecção dessas metástases” e objetivo paliativo da cirurgia. São fundamentais para distinguir uma ressecção R2.

Dica: Sempre relacione o conceito de R2 à presença de tumor macroscópico persistente após a cirurgia, o que é cobrado com frequência em concursos para médicos.

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A resposta correta é a alternativa C - R2. A ressecção R0 é quando a margem cirúrgica está livre de tumor; a ressecção R1 é quando há margens microscópicas positivas; a ressecção R2 é quando há doença residual macroscópica após a cirurgia. Já as classificações D1, D2 e D3 são usadas para classificar a extensão da linfadenectomia em tumores gastrointestinais. Como o paciente foi submetido a uma ressecção com doença residual macroscópica, a classificação adequada é R2. É importante que o aluno entenda esses termos para poder interpretar corretamente os relatórios médicos e adequar seu estudo para concursos públicos.

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