Para o caso citado, são opções terapêuticas adequadas de pr...

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Q1091287 Medicina
Considere as informações a seguir para responder à questão.

Mulher de 65 anos é avaliada no ambulatório de proctologia devido ao surgimento de lesão em ânus de bordos elevados, com ulceração central, sem acometimento do esfíncter anal. Ao exame, é verificada lesão típica de carcinoma de margem anal de 2,5 cm. Não se palpam linfonodos inguinais, e a tomografia computadorizada de abdome não evidencia sinais de doença ganglionar ou metástases a distância. 
Para o caso citado, são opções terapêuticas adequadas de primeira linha:
Alternativas

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Tema central: O caso aborda o tratamento do carcinoma de margem anal em estágio inicial, destacando uma paciente idosa com lesão restrita, sem envolvimento do esfíncter ou linfonodos, e sem metástases.

Justificativa para a alternativa correta (E):
A escolha por radioterapia e excisão local é respaldada por evidências científicas e consensos internacionais. Para tumores pequenos (<2-3 cm), restritos à margem anal e sem invasão do esfíncter, a conduta padrão é a excisão cirúrgica local para remoção da lesão. A radioterapia adjuvante é recomendada para reduzir a recorrência local, principalmente se houver margens comprometidas, invasão vascular ou fatores de alto risco.

Segundo o UpToDate (2024) e livros textos como o Sabiston - Tratado de Cirurgia:

“Para tumores localizados na margem anal, principalmente sem comprometimento esfincteriano, a excisão local associada ou não à radioterapia é uma abordagem válida, visando preservar continência e minimizar morbidade.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Quimioterapia e terapia local: Quimioterapia não é indicada isoladamente para formas iniciais de margem anal; sua indicação maior é para canal anal ou doença avançada.
B) Excisão cirúrgica e radioablação: Radioablação não faz parte do manejo do câncer de margem anal, não havendo suporte nas diretrizes.
C) Radioterapia e ressecção abdominoperineal: A ressecção abdominoperineal é reservada a tumores extensos, recidivados, ou invasivos ao esfíncter.
D) Radioterapia e quimioterapia: Quimiorradioterapia é padrão para carcinomas do canal anal, não para lesões pequenas da margem.

Estratégias de prova: Atenção à localização exata (margem x canal anal) e ao tamanho/estadiamento da lesão. Pegadinhas costumam misturar tratamentos para canal e margem anal.

Resumo: Para tumores de margem anal pequenos, sem invasão esfincteriana e metástases, a combinação de excisão local e radioterapia é conduta de primeira linha, conforme prática internacional e obras como Sabiston e UpToDate.

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A questão descreve um caso de carcinoma de margem anal, um tipo de câncer que acomete a região mais externa do ânus. O enunciado informa que a lesão é local, sem sinais de metástases ou acometimento dos linfonodos, o que indica que o câncer está em um estágio inicial. Nesse contexto, as opções terapêuticas de primeira linha mais adequadas são aquelas que visam tratar a lesão local sem a necessidade de procedimentos mais invasivos, como a ressecção abdominoperineal, por exemplo. Portanto, a alternativa correta é a letra E - "radioterapia e excisão local". A radioterapia pode ser usada para destruir as células cancerígenas e a excisão local (cirurgia para remover a lesão) pode ser realizada, dado que a lesão é localizada e de pequeno tamanho (2,5 cm). As outras alternativas envolvem tratamentos mais agressivos ou indicados para estágios mais avançados da doença.

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