Recém-nascido a termo, com 3200 g e 51 cm, fruto de gestaçã...

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Q4110956 Medicina

Recém-nascido a termo, com 3200 g e 51 cm, fruto de gestação sem intercorrências; segundo filho de um casal consanguíneo (primos de primeiro grau). O primeiro filho, nascido há 3 anos, faleceu, ainda na maternidade, por “complicações de uma pneumonia” (sic), apesar de também ter nascido a termo e sem complicações perinatais.



Supondo que o médico não tenha acesso a informações adicionais a respeito da causa mortis do primeiro filho e que seja o responsável pelo recém-nascido atual, assinale a alternativa que apresenta corretamente a providência recomendada antes da alta.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A consanguinidade parental e o óbito neonatal prévio por infecção grave em irmão a termo sugerem doença genética autossômica recessiva, com suspeita de imunodeficiência primária grave. Sem diagnóstico etiológico definido, a providência mais segura antes da alta é evitar exposição infecciosa e manter vigilância clínica, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Suspeita neonatal de imunodeficiência
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui BCG como conduta automática. Na suspeita relevante de imunodeficiência celular/combinada, BCG é potencialmente perigosa por ser vacina viva atenuada e pode causar doença disseminada em imunodeficientes. Embora a vacina contra hepatite B não seja viva, a alternativa falha ao propor ambas como rotina imediata para reduzir infecções, ignorando a contraindicação conceitual da BCG nesse contexto excepcional.
B
Errada
Está errada porque propõe quimioprofilaxia antibacteriana e antifúngica imediata como se fosse medida universal para qualquer suspeita de imunodeficiência. Pela base, essa é uma estratégia específica, que depende de hipótese diagnóstica mais delimitada, estratificação de risco e planejamento assistencial. Antes disso, a providência inicial mais segura é proteção contra exposição e monitoramento clínico, não múltiplas profilaxias farmacológicas empíricas.
C
Errada
Está errada porque exame de triagem não substitui conduta assistencial imediata de segurança. A investigação por TREC/KREC pode ser útil para imunodeficiência, mas, isoladamente, não resolve o risco pré-alta nem autoriza liberar o recém-nascido sem precauções. Além disso, a alternativa traz a nomenclatura 'TREK e KREK', apontada na base como inadequação técnica em relação ao uso consagrado de TREC/KREC.
D
Certa
A alternativa D é a melhor opção entre as propostas porque o enunciado descreve um recém-nascido de alto risco para imunodeficiência grave, mas sem confirmação diagnóstica. Nesse contexto pré-alta, a conduta recomendada é proteger o bebê da exposição a patógenos e monitorar sinais precoces de infecção, em vez de adotar medidas mais específicas ou potencialmente inadequadas para um quadro ainda não esclarecido.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de aplicar o calendário vacinal habitual do recém-nascido sem reconhecer a exceção criada pela suspeita de imunodeficiência grave, e também a confusão entre pedir um teste de triagem e adotar a medida imediata que torna a alta segura.
Dica para questões semelhantes
  • Consanguinidade mais morte infecciosa neonatal precoce em irmão deve acender suspeita de doença autossômica recessiva, inclusive imunodeficiência primária grave.
  • Na suspeita de imunodeficiência celular importante, não trate vacina viva de rotina como automaticamente segura; a BCG é o ponto crítico.
  • Quando o diagnóstico ainda não está fechado, priorize a medida geral de segurança que reduz dano imediato: proteção contra exposição infecciosa e vigilância clínica.
  • Teste complementar útil não equivale, por si só, a providência suficiente para alta segura.

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