Recém-nascido a termo, com 3200 g e 51 cm, fruto de gestaçã...
Recém-nascido a termo, com 3200 g e 51 cm, fruto de gestação sem intercorrências; segundo filho de um casal consanguíneo (primos de primeiro grau). O primeiro filho, nascido há 3 anos, faleceu, ainda na maternidade, por “complicações de uma pneumonia” (sic), apesar de também ter nascido a termo e sem complicações perinatais.
Supondo que o médico não tenha acesso a informações adicionais a respeito da causa mortis do primeiro filho e que seja o responsável pelo recém-nascido atual, assinale a alternativa que apresenta corretamente a providência recomendada antes da alta.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A consanguinidade parental e o óbito neonatal prévio por infecção grave em irmão a termo sugerem doença genética autossômica recessiva, com suspeita de imunodeficiência primária grave. Sem diagnóstico etiológico definido, a providência mais segura antes da alta é evitar exposição infecciosa e manter vigilância clínica, o que sustenta a alternativa D.
- Consanguinidade mais morte infecciosa neonatal precoce em irmão deve acender suspeita de doença autossômica recessiva, inclusive imunodeficiência primária grave.
- Na suspeita de imunodeficiência celular importante, não trate vacina viva de rotina como automaticamente segura; a BCG é o ponto crítico.
- Quando o diagnóstico ainda não está fechado, priorize a medida geral de segurança que reduz dano imediato: proteção contra exposição infecciosa e vigilância clínica.
- Teste complementar útil não equivale, por si só, a providência suficiente para alta segura.
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