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Q4110942 Medicina

Durante plantão em maternidade, chega ao Centro de Parto Humanizado (CPH) uma gestante sem pré-natal, com altura uterina de 34 cm, bolsa rota há 1 hora e contrações de 5 em 5 minutos. O pediatra que fará a sala de parto deixa todos os materiais prontos para reanimação neonatal. Ao nascimento, o pediatra nota que o recém- -nascido apresenta falha do fechamento da parede abdominal à direita do coto umbilical e tem as alças intestinais expostas. A primeira ação do profissional foi proteger a parede abdominal com compressas úmidas e passar uma sonda nasogástrica aberta com saco coletor.



Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente o diagnóstico e a sequência terapêutica.  

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é anatômico: defeito de parede abdominal paraumbilical à direita do coto umbilical, com alças intestinais expostas e sem membrana de cobertura, define gastrosquise. Nesse diagnóstico, a conduta após a estabilização inicial é correção cirúrgica precoce/imediata, sem investigação prévia extensa de outras malformações como etapa prioritária.

Tema central: Gastrosquise neonatal
Análise das alternativas
A
Errada
O diagnóstico de gastrosquise está correto, mas a sequência terapêutica está errada. Na gastrosquise, a exposição visceral impõe urgência por risco de perda de calor, perda hídrica, contaminação e lesão das alças, por isso a lógica é estabilização inicial seguida de correção cirúrgica precoce. Investigação prévia extensa de outras malformações é raciocínio mais associado à onfalocele do que à gastrosquise típica descrita.
B
Errada
Erra o diagnóstico. Onfalocele é defeito mediano, na base do cordão umbilical, com vísceras cobertas por membrana. O enunciado traz defeito à direita do coto umbilical, com alças expostas e sem descrição de saco, o que caracteriza gastrosquise. Além disso, a proposta de investigação de malformações antes da cirurgia se encaixa mais na onfalocele, mas o quadro não é esse.
C
Certa
O quadro é de gastrosquise pelo defeito paraumbilical direito com alças expostas. Após as medidas iniciais adequadas já descritas, a sequência terapêutica correta é abordagem cirúrgica precoce/imediata.
D
Errada
Erra primeiro no diagnóstico, porque o defeito descrito não é onfalocele. O critério excludente é a topografia paraumbilical direita e a ausência de membrana. Além disso, na onfalocele há associação mais frequente com outras malformações, o que torna menos característica a ideia de simples abordagem cirúrgica imediata como sequência definidora do caso.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: trocar gastrosquise por onfalocele ao ignorar que o defeito está à direita do coto umbilical e sem membrana, e interpretar a gastrosquise como quadro que deve aguardar investigação ampla antes da correção, quando a prioridade é estabilizar e encaminhar para cirurgia precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Em defeitos da parede abdominal ao nascimento, primeiro localize o defeito: paraumbilical à direita sugere gastrosquise; central na base do cordão sugere onfalocele.
  • Verifique se há membrana de cobertura: ausência de saco favorece gastrosquise; presença de saco favorece onfalocele.
  • Se o quadro for gastrosquise, pense em sequência: proteção das alças, descompressão gástrica, prevenção de perdas térmicas e hídricas, depois correção cirúrgica precoce.
  • Investigação mais ampla de malformações associadas pesa mais no raciocínio da onfalocele do que na gastrosquise típica.

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