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Q1091272 Medicina
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Mulher de 80 anos é atendida na emergência com quadro de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre e queda do estado geral há 3 dias. No momento, encontra-se em regular estado geral, descorada +/4+, anictérica, acianótica. FR 13 irm, Pulso: 102 bpm, PA: 100x60 mmHg. Abdome doloroso em fossa ilíaca esquerda, onde palpa-se “plastrão” doloroso e pouco móvel. É submetida à tomografia computadorizada de abdome que evidencia diversos divertículos em cólon sigmoide e descendente, com densificação da gordura vizinha a esse segmento do cólon e coleção de 5 cm vizinha ao mesmo.
O tratamento de primeira linha a ser empregado constitui-se de:
Alternativas

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Tema central: Diverticulite aguda complicada com abscesso (Hinchey II). O caso descreve paciente idosa com dor em fossa ilíaca esquerda, febre, queda do estado geral e exames de imagem evidenciando coleção pericólica de 5 cm. Situação típica de abscesso diverticular.

Raciocínio clínico: Os principais elementos para a tomada de decisão são: idade avançada, abscesso pericólico maior que 4 cm e quadro hemodinamicamente estável. A abordagem menos invasiva em pacientes estáveis reduz complicações cirúrgicas e mortalidade.

Justificativa da alternativa D (correta): O protocolo de manejo, baseado em evidências e diretrizes, recomenda em abscessos entre 3-5 cm o uso inicial de antibioticoterapia, e, para abscessos maiores que 4 cm, a drenagem percutânea guiada por TC associada à antibioticoterapia.

De acordo com o documento “Diagnóstico e Tratamento da Diverticulite Aguda”, recomenda-se (p.22): “Em casos de abscessos maiores, deve ser realizada drenagem percutânea guiada por TC, com sucesso em 81% dos casos.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Somente antibióticos – Insuficiente para abscessos acima de 4 cm, devido ao menor índice de resposta e maior risco de complicação.

B) Drenagem cirúrgica e transversostomia – Procedimento invasivo reservado para complicações maiores ou falha da drenagem percutânea.

C) Drenagem cirúrgica sem ressecção ou derivação – Também é opção invasiva e não é de primeira linha em abscessos acessíveis à drenagem percutânea.

E) Colectomia à Hartmann – Indicada para peritonite generalizada, perfuração livre ou instabilidade hemodinâmica, não para abscesso localizado em paciente estável.

Reforço estratégico: Sempre avalie o volume do abscesso e o estado hemodinâmico. Drenagem percutânea é padrão em abscessos >4 cm e pacientes estáveis – ponto chave para evitar pegadinhas em provas!

Obras de referência como Sabiston e UpToDate (consultas recentes) corroboram essa conduta.

Resumo: O manejo ideal neste caso é antibioticoterapia de amplo espectro associada à drenagem percutânea guiada por TC, conforme preconizam as diretrizes atuais.

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Comentários

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Esta questão trata de um caso clínico de diverticulite aguda complicada com abscesso, inferido pela descrição do "plastrão" doloroso e pouco móvel na região da fossa ilíaca esquerda, além da presença de uma coleção no exame de tomografia. Nesse contexto, a alternativa D é a resposta correta, pois o tratamento de primeira linha para esse cenário inclui antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem percutânea. A antibioticoterapia é necessária para tratar a infecção, enquanto a drenagem é necessária para remover a coleção de pus que se formou. As outras opções de tratamento, como a cirurgia, seriam consideradas se o tratamento inicial não for bem-sucedido ou em casos mais graves, como perfuração ou obstrução.

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