Criança de 2 anos de idade, do sexo masculino, comparece a ...
Criança de 2 anos de idade, do sexo masculino, comparece a consulta pediátrica de rotina. Na avaliação, o médico percebe que a criança corre, escala móveis sem ajuda, arremessa uma bola com as mãos, fala algumas palavras simples sem formular frases, segue instruções simples e gosta de brincar de girar as rodas do carrinho. Não sabe pedalar um triciclo ou pular sobre um pé só, não brinca de faz de conta, não aponta com o dedo para pedir ajuda ou mostrar coisas interessantes, não responde quando chamada pelo nome e faz pouco contato visual.
Com base no caso descrito, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Na presença de sinais de alerta para TEA e atraso do desenvolvimento aos 2 anos, a intervenção precoce não deve ser postergada até o fechamento diagnóstico; no caso, a ausência de apontar, de resposta ao nome, de contato visual e de brincadeira de faz de conta, associadas a comportamento repetitivo, sustenta o encaminhamento e a intervenção multidisciplinar precoce, o que torna correta a alternativa D.
- Em criança de 18-24 meses, ausência de apontar, de resposta ao nome, de contato visual e de faz de conta pesa mais para suspeita de TEA do que atraso isolado de fala.
- M-CHAT-R/F serve para rastreio: escore alto aumenta risco e pede avaliação adicional, mas não confirma diagnóstico.
- Não use marcos de idade mais tardia para chamar atraso motor aos 2 anos.
- Suspeita clínica de TEA com prejuízo funcional já justifica encaminhamento e intervenção precoce, sem esperar laudo final.
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