Criança de 4 anos de idade comparece a consulta pediátrica c...

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Q4110937 Medicina

Criança de 4 anos de idade comparece a consulta pediátrica com queixa de febre intermitente há 4 semanas, associada a inapetência. Ao exame físico, apresenta massa cervical anterior direta de 4 cm, hiperemiada, móvel e pouco dolorosa à palpação. Já recebeu curso de 10 dias de cefalexina para tratamento de adenite, com término há 48 horas, sem melhora. Foi solicitada ultrassonografia cervical, que evidenciou conglomerado linfonodal de 4 cm no maior eixo, com área de necrose central.



Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta mais adequada é

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A combinação de 4 semanas de evolução, massa cervical pouco dolorosa, falha de cefalexina e necrose central ao ultrassom sugere linfadenite micobacteriana cervical, e a alternativa que permite confirmação etiológica inicial é a punção aspirativa por agulha fina com pesquisa de BAAR.

Tema central: Adenite micobacteriana cervical
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque sorologias para EBV, CMV e toxoplasmose investigam causas sistêmicas de linfadenopatia, mas o caso mostra um padrão nodal localizado com conglomerado e necrose central, além de falha a cefalexina, achados que pesam mais para etiologia micobacteriana. O enunciado também não destaca síndrome mononucleose-like nem adenopatia generalizada.
B
Errada
Está errada porque trocar empiricamente para amoxicilina-clavulanato mantém o raciocínio de adenite bacteriana comum, apesar de o quadro já ter sinais que a enfraquecem: evolução por semanas, pouca dor, necrose central e ausência de resposta prévia a cefalexina. Repetir ou ampliar beta-lactâmico sem investigação etiológica é inadequado nesse cenário.
C
Errada
Está errada porque PET-TC não é a etapa inicial apropriada para esclarecer a etiologia infecciosa de uma linfadenite cervical com forte suspeita de micobactéria. O problema aqui não é localizar melhor a massa, e sim obter confirmação microbiológica/tecidual. A imagem metabólica avançada não substitui a coleta de material do linfonodo.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque a hipótese mais forte, pelos dados apresentados, é linfadenite por micobactéria. O ponto decisivo não é apenas a persistência da massa, mas a combinação de curso subagudo/crônico, pouca dor, necrose central linfonodal e ausência de resposta ao beta-lactâmico usado para adenite bacteriana típica. Nessa situação, a conduta útil é confirmar a etiologia com material do próprio linfonodo, e a punção aspirativa permite pesquisa de BAAR e investigação microbiológica dirigida.
Pegadinha da questão
A banca mistura sinais inflamatórios locais, como hiperemia, com achados que têm maior peso diagnóstico para micobacteriose: cronicidade, pouca dor, necrose central e falha de antibiótico habitual. A confusão esperada é insistir em adenite bacteriana comum ou desviar para sorologias virais.
Dica para questões semelhantes
  • Em adenopatia cervical pediátrica persistente por semanas, pense em etiologia subaguda/crônica antes de apenas ampliar cobertura antibiótica.
  • Necrose central em linfonodo, no contexto de pouca dor e falha a beta-lactâmico, desloca o raciocínio para micobactéria.
  • Quando a principal hipótese é micobacteriose ganglionar, o passo decisivo é obter material do linfonodo para investigação específica.
  • Não trate como mononucleose-like apenas pela febre prolongada se o padrão nodal localizado necrosado apontar para outra etiologia.

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