Lactente de 12 meses com quadro de febre e tosse há 48 hora...

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Q4110934 Medicina

Lactente de 12 meses com quadro de febre e tosse há 48 horas. Ao exame, encontra-se irritado, hipocorado 1+/4+, acianótico, anictérico, com tiragem subcostal e retração de fúrcula em ar ambiente, saturação 88% em ar ambiente, ausculta respiratória com murmúrio vesicular reduzido em base esquerda e estertores crepitantes nessa topografia. Paciente acoplado em cateter nasal de oxigênio e monitorizado com oxímetro de pulso. Solicitada radiografia de tórax e, nesse ínterim, queda de saturação para 80% e piora dos parâmetros clínicos, com sonolência, palidez cutânea, frequência respiratória de 15 ipm e cardíaca de 80 bpm.



A conduta imediata correta envolve o uso de

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Falência respiratória iminente em lactente: a piora para sonolência, FR de 15 irpm e FC de 80 bpm no contexto de hipoxemia indica hipoventilação/exaustão e risco de parada, o que exige ventilação com pressão positiva imediata, e não apenas aumento de oxigênio ou estratégias dependentes de drive respiratório preservado.

Tema central: Falência respiratória iminente
Análise das alternativas
A
Errada
Máscara não reinalante aumenta FiO2, mas não ventila. O caso traz sinais de hipoventilação e exaustão respiratória — sonolência, FR muito baixa para lactente e bradicardia — portanto o problema não é apenas oferta de oxigênio, e sim falência ventilatória iminente.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro deixou de ser apenas desconforto respiratório hipoxêmico e passou a mostrar ventilação alveolar inadequada: rebaixamento do sensório, bradipneia para a idade e bradicardia no contexto de hipóxia. Nessa situação, oxigênio isolado não resolve o problema fisiopatológico principal, que é a falha ventilatória. A medida imediata correta é oferecer ventilação efetiva com pressão positiva como suporte de resgate.
C
Errada
Ventilação não invasiva não é a conduta imediata principal quando há deterioração importante do sensório e provável redução do drive ventilatório. O enunciado descreve exaustão e ventilação ineficaz, cenário em que a prioridade é ventilação com pressão positiva de resgate, não uma estratégia que depende de maior estabilidade e tolerância.
D
Errada
Cateter nasal de alto fluxo pode ajudar em insuficiência respiratória hipoxêmica com esforço respiratório ainda efetivo, mas não é a resposta adequada diante de sonolência, bradipneia e bradicardia. Nessa fase, insistir em alto fluxo pode atrasar a intervenção necessária para ventilar o paciente.
Pegadinha da questão
A banca começa com um quadro que parece apenas pneumonia hipoxêmica, mas o dado que decide a questão é a transição para sonolência, bradipneia e bradicardia. Quem olha só a saturação tende a escolher mais oxigênio; quem reconhece falência ventilatória iminente indica ventilação com pressão positiva.
Dica para questões semelhantes
  • Em pediatria, taquipneia e tiragens podem preceder exaustão; sonolência, bradipneia e bradicardia são sinais tardios de gravidade.
  • Separe oxigenação de ventilação: aumentar FiO2 não corrige hipoventilação alveolar.
  • Quando a criança perde esforço respiratório eficaz ou rebaixa o sensório, métodos dependentes de estabilidade deixam de ser a melhor resposta imediata.
  • Em questão de emergência, a piora clínica global pesa mais que a etiologia pulmonar específica para definir a primeira conduta.

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