Escolar de 8 anos com quadro de cefaleia há 3 dias, em regiã...

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Q4110927 Medicina

Escolar de 8 anos com quadro de cefaleia há 3 dias, em região frontal e ao final do dia, depois que retorna da escola. Já apresentou quadros similares anteriormente que melhoraram com dipirona e ibuprofeno. Paralelamente, paciente faz acompanhamento, há 1 ano, por síndrome nefrótica córtico-dependente, atualmente em uso de prednisona, espironolactona e anlodipino. Ao exame físico, está alerta, orientado, com FC = 118 bpm e PA = 156 x 99 (115) mmHg em repouso.



Assinale a alternativa que descreve a conduta apropriada em relação à pressão arterial do paciente.

Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que a criança tem PA muito elevada para a idade em contexto de doença renal e uso de corticoide, o que sugere hipertensão secundária verdadeira, mas o enunciado não comprova lesão aguda de órgão-alvo. Sem essa demonstração, não se indica de imediato anti-hipertensivo endovenoso em UTI; a prioridade é investigar repercussão em órgãos-alvo.

Tema central: Hipertensão arterial pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Erra ao assumir emergência hipertensiva e indicar UTI com nitroprussiato EV sem lesão aguda de órgão-alvo demonstrada. A PA é alta, mas o enunciado não traz sinais que obriguem essa conduta imediata.
B
Errada
Subestima uma hipertensão francamente patológica em criança com síndrome nefrótica e corticoterapia. Não basta tratar a cefaleia e encaminhar para ajuste ambulatorial; é necessária avaliação de repercussão de órgão-alvo.
C
Certa
A alternativa C é a melhor porque não banaliza a PA elevada e, ao mesmo tempo, não presume emergência hipertensiva sem sustentação clínica. Ela propõe a investigação apropriada de repercussão em órgãos-alvo — fundoscopia, exame neurológico, avaliação cardíaca e renal — que é a conduta compatível com uma criança com hipertensão importante e nefropatia.
D
Errada
Erra ao atribuir a elevação pressórica provavelmente à dor ou a erro de aferição. Embora a técnica de medida deva ser conferida, o contexto de doença renal, uso de corticoide e PA muito elevada em repouso torna inadequado tratar isso como explicação principal.
Pegadinha da questão
A banca tentou levar o candidato a escolher entre dois extremos: chamar de emergência hipertensiva apenas pelo valor da PA, ou banalizar a pressão elevada por causa da cefaleia/dor. O ponto correto era reconhecer hipertensão importante sem prova de lesão aguda de órgão-alvo.
Dica para questões semelhantes
  • Em pediatria, PA muito elevada isoladamente não define emergência hipertensiva.
  • Doença renal e corticoterapia aumentam a chance de hipertensão secundária verdadeira.
  • Cefaleia isolada e inespecífica não basta para concluir encefalopatia hipertensiva.
  • Na ausência de lesão aguda comprovada, a prioridade é pesquisar órgão-alvo: fundo de olho, exame neurológico, coração e rins.

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