Lactente de um mês em consulta de puericultura, com sintoma...

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Q4110920 Medicina

Lactente de um mês em consulta de puericultura, com sintomas referidos como regurgitações frequentes após as mamadas, sem sinais de desconforto ou irritabilidade acentuada. No exame físico, o bebê está alerta, hidratado, sem alterações à palpação abdominal, com ganho ponderal adequado desde o nascimento.



Com base no caso clínico apresentado, qual é a orientação adequada para o manejo desse bebê? 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Lactente de 1 mês com regurgitações pós-mamadas, sem irritabilidade importante, com exame físico normal e ganho ponderal adequado apresenta regurgitação fisiológica do lactente, sem sinais de alarme, o que indica manejo conservador com orientação e seguimento, e afasta IBP, ultrassonografia ou intervenção no aleitamento.

Tema central: Regurgitação fisiológica do lactente
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque IBP não trata o mecanismo da regurgitação fisiológica simples e não há no caso evidência de doença ácido-relacionada, esofagite, irritabilidade relevante ou repercussão nutricional. Medicalizar um lactente que regurgita, mas cresce bem e não apresenta sinais de alarme, expõe a efeitos adversos sem benefício claro.
B
Errada
Está errada porque a hipótese de estenose hipertrófica do piloro não é sustentada pelo quadro descrito. Faltam vômitos progressivos em jato, desidratação, repercussão ponderal e alteração abdominal; ao contrário, o exame é normal e o ganho de peso é adequado. Ultrassonografia abdominal é exame para suspeita obstrutiva real, não para regurgitação fisiológica típica.
C
Certa
A alternativa C corresponde à conduta indicada no refluxo gastroesofágico fisiológico do lactente: orientar medidas conservadoras após as mamadas e acompanhar o crescimento. O ponto médico específico é que a regurgitação isolada, em bebê com bom estado geral e adequado ganho de peso, é compatível com imaturidade funcional da barreira antirrefluxo nos primeiros meses e não caracteriza doença do refluxo com necessidade de tratamento farmacológico ou propedêutica complementar.
D
Errada
Está errada porque o caso não exige intervenção alimentar e a formulação proposta é tecnicamente inadequada para o manejo do aleitamento materno. Não se recomenda, de rotina, diluir leite materno em espessante em lactente em aleitamento ao seio com regurgitação fisiológica, além de isso interferir desnecessariamente na alimentação em um quadro benigno.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de confundir regurgitação frequente com DRGE ou com obstrução digestiva; o dado que decide é a ausência de repercussão clínica, especialmente o ganho ponderal adequado e a falta de sinais de alarme.
Dica para questões semelhantes
  • Em lactente que regurgita, primeiro procure repercussão: ganho de peso, estado geral e irritabilidade importante definem se o quadro é fisiológico ou não.
  • Regurgitação pós-prandial com exame normal e crescimento adequado favorece conduta conservadora, não IBP nem exame de imagem.
  • Suspeita de obstrução pilórica exige quadro compatível com vômitos verdadeiros progressivos e repercussão clínica, não apenas regurgitação frequente.
  • Não indique modificação do aleitamento materno em quadro benigno sem sinal de alarme.

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