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Q3879826 Veterinária
A listeriose em ruminantes pode causar encefalites, aborto, septicemia ou endoftalmite.
Sobre a patogênese da listeriose, é correto afirmar que a infecção
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão cobra a patogênese típica da listeriose em ruminantes: aquisição principalmente por via oral, após ingestão de alimento contaminado, especialmente silagem, e comportamento intracelular facultativo de Listeria monocytogenes. Esse conjunto de achados torna correta a alternativa D e exclui as opções com aerossol, vetor, LPS/TLR4 ou lesão fetal não característica.

Tema central: Patogênese da listeriose em ruminantes
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à listeriose em ruminantes uma via de infecção frequente por inalação de aerossóis de tecidos abortados. Isso não corresponde à via clássica da doença, que é alimentar/oral, associada a silagem ou alimento contaminado. O erro decisivo é epidemiológico e de patogênese.
B
Errada
Está errada porque, embora a transmissão transplacentária com aborto no terço final possa ocorrer, a alternativa se invalida ao afirmar que o achado fetal mais frequente é pleuropneumonia fibrinosa. Esse não é o padrão clássico de lesão fetal da listeriose. O ponto eliminatório está na caracterização incorreta da patologia fetal.
C
Errada
Está errada porque descreve transmissão por tabanídeos com regurgitação e inoculação no hospedeiro, mecanismo que não é clássico na listeriose. A capacidade de multiplicação em macrófagos não salva a alternativa, porque a via de transmissão proposta está errada. O critério decisivo é que a listeriose não é doença vetorial por tabanídeos.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne os dois elementos centrais da infecção por Listeria monocytogenes em ruminantes: a via de entrada típica, por ingestão de alimento contaminado como silagem, e o mecanismo patogênico essencial, de bactéria intracelular facultativa. A espécie invade células fagocíticas e não fagocíticas, sobrevive e se replica intracelularmente após escapar do fagossomo e se transfere para células vizinhas sem fase extracelular prolongada, o que reduz a exposição aos mecanismos de defesa humoral. Esse é exatamente o padrão patogenético cobrado.
E
Errada
Está errada porque mistura um início plausível, via oral e presença de listeriolisina, com um erro microbiológico decisivo: afirma que a septicemia é provocada por LPS reconhecido por TLR4. Listeria monocytogenes é Gram-positiva e não possui LPS nem endotoxina típica de Gram-negativas. Portanto, a base patogenética da alternativa é falsa.
Pegadinha da questão
A banca combinou elementos verdadeiros com um detalhe falso em alternativas parcialmente plausíveis, sobretudo em B e E; a distinção decisiva era reconhecer que Listeria monocytogenes é Gram-positiva, intracelular facultativa e tipicamente transmitida por alimento contaminado, não por vetor, aerossol frequente ou mecanismo endotóxico por LPS.
Dica para questões semelhantes
  • Em listeriose de ruminantes, pense primeiro em via alimentar, especialmente silagem contaminada.
  • Se a alternativa descrever invasão intracelular, replicação no citoplasma e disseminação célula a célula, ela está alinhada com a patogênese de Listeria monocytogenes.
  • Elimine opções que atribuam LPS ou endotoxemia típica de Gram-negativas a Listeria, porque se trata de bactéria Gram-positiva.
  • Desconfie de alternativas com parte inicial correta e detalhe morfológico ou imunológico incompatível com o agente.

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A listeria m. é uma bactéria Gram positiva

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