Com relação ao diagnóstico laboratorial para leptospirose, é...
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: Na fase precoce da leptospirose, antes da soroconversão, o diagnóstico laboratorial pode ser feito por detecção direta do agente ou de seu material genético; assim, PCR e a inoculação de amostra biológica em animais de laboratório são compatíveis com o gabarito B.
- Se a questão destacar fase precoce da leptospirose, pense em métodos diretos de detecção, como PCR, e não dependa da sorologia.
- Não trate a leptospira como bactéria de cultivo rápido: isolamento simples em 24 horas é incompatível com esse agente.
- Cheque sempre a microbiologia estrutural: Leptospira não forma esporos e não deve ser descrita como Gram-positiva.
- Quando aparecer visualização tecidual de espiroquetas, desconfie de alternativa que apresente Gram como método principal.
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Comentários
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A) Incorreta. As leptospiras causam leptospiremia na fase precoce (primeira semana), mas disseminam-se rapidamente para diversos órgãos e tecidos, com tropismo especial pelos rins e fígado. Na fase tardia/imunológica, o microrganismo é eliminado preferencialmente na urina (leptospirúria).
B) Correta. Na fase precoce (fase leptospirêmica), o diagnóstico direto é o método de escolha, podendo ser realizado por inoculação experimental em animais de laboratório (ex.: cobaias/hamsters) ou por técnicas moleculares como a PCR em amostras de sangue, líquor ou tecidos.
C) Incorreta. O cultivo de Leptospira spp. é lento, complexo e dispendioso. O crescimento bacteriano costuma levar semanas a meses (frequentemente de 2 a 8 semanas em meios como EMJH), o que invalida seu uso para diagnóstico rápido de rotina em 24 horas.
D) Incorreta. A Leptospira não forma esporos. É uma espiroqueta sensível à desidratação, calor, desinfetantes comuns e variações extremas de pH. Além disso, o exame histopatológico e necroscópico em animais suspeitos é amplamente recomendado e seguro quando realizadas as devidas medidas de biossegurança.
E) Incorreta. As espiroquetas são bactérias de parede celular delgada que não coram bem pela técnica de Gram tradicional. Para a visualização histopatológica intralesional em tecidos como rim e fígado, utilizam-se impregnações argênteas (como a técnica de Warthin-Starry ou Levaditi) ou técnicas de imunohistoquímica.
- Resumo das características Leptospira:
Morfologia - Espiroqueta (bactéria helicoidal/em espiral flexível)
Estrutura de Parede - Gram-negativa (embora mal corável pelo Gram)
Oxigênio - Aeróbia estrita
Método Visual de Escolha - Microscopia de campo escuro ou Impregnação por prata
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