Caso clínico para responder às questões 49 e 50.
Paciente masculino, 32 anos, foi levado ao pronto-socorro
pelo SAMU depois que a namorada chamou o 192 para
relatar que ele estava ameaçando pular da janela do hotel.
Após fumar um cigarro de maconha começou a acreditar que
uma tatuagem recente tinha traços que escondiam poderes
misteriosos. Logo ficou convencido de que o tatuador estava
conspirando com outras pessoas contra ele e que namorada o
traía. Ele foi admitido na unidade de internação psiquiátrica.
No dia seguinte, a família compareceu e revelou que o
paciente já havia sido hospitalizado outras quatro vezes por
questões psiquiátricas: duas vezes com sintomas clássicos de
mania, uma vez devido a depressão e sete meses antes, o
paciente havia sido internado devido a um episódio de
psicose induzida por cannabis, que respondeu bem a
risperidona.
No segundo dia da internação, o paciente começou a
perceber que sua esposa não o traia e que os símbolos em sua tatuagem não tinham significado. Ao terceiro dia, afirmou
espontaneamente que a paranoia havia sido resultado da
intoxicação por cannabis. Recusou-se a continuar com
risperidona, mas prosseguiu com a monoterapia com lítio.
Ele teve alta com consulta de acompanhamento com seu
psiquiatra ambulatorial.
Qual é a relação entre o uso de cannabis e o quadro
apresentado pelo paciente?