A leishmaniose é uma doença crônica causada por protozoário...

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Q3879823 Veterinária
A leishmaniose é uma doença crônica causada por protozoários quinetoplastídeos intracelulares do gênero Leishmania, que desenvolvem seu ciclo biológico em dois hospedeiros, um vertebrado e um invertebrado.
Sobre a leishmaniose, é correto afirmar que(,) 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão se decide porque a alternativa E é a única compatível com a leishmaniose canina: cão como reservatório urbano importante, possibilidade de acometimento sistêmico e cutâneo, e presença de dermatite esfoliativa típica em cabeça, focinho, região periorbital/periocular e pinas.

Tema central: Leishmaniose canina
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o ser humano não é hospedeiro paratênico no ciclo da leishmaniose. O hospedeiro paratênico apenas transporta o parasito sem participação essencial no desenvolvimento, o que não corresponde ao homem na leishmaniose. No humano, quando infectado, o parasito se apresenta como amastigota em macrófagos, caracterizando hospedeiro vertebrado suscetível, muitas vezes acidental, e não paratênico.
B
Errada
Está errada por indicar vetor incorreto. Triatoma infestans é barbeiro relacionado à tripanossomíase americana, não à leishmaniose. Na leishmaniose, a transmissão ocorre pela picada de flebotomíneos hematófagos. A troca entre barbeiro e flebotomíneo é erro clássico de identificação vetorial.
C
Errada
Está errada porque reduz indevidamente a leishmaniose canina a uma doença exclusivamente cutânea, local e pouco debilitante. A base afirma que se trata de enfermidade crônica potencialmente sistêmica, com repercussão clínica importante, e que os sinais dermatológicos são comuns, mas não exclusivos. Portanto, a exclusividade da forma cutânea contradiz o espectro multissistêmico da doença.
D
Errada
Está errada por confundir a forma evolutiva do parasito no hospedeiro vertebrado. Em cães infectados, a forma encontrada nos tecidos, inclusive lesões cutâneas, é a amastigota intracelular. A promastigota é a forma do vetor ou de cultura. Procurar ou afirmar detecção sistêmica frequente de promastigotas no cão é erro parasitológico objetivo.
E
Certa
A alternativa E está correta porque descreve adequadamente o papel epidemiológico do cão e o padrão clínico esperado na leishmaniose canina. Em contraste, a letra A erra ao chamar o homem de hospedeiro paratênico; a B traz o barbeiro como vetor, quando a transmissão ocorre por flebotomíneos; a C restringe indevidamente a doença a forma exclusivamente cutânea e pouco debilitante; e a D atribui ao cão a detecção de promastigotas nos tecidos, quando a forma tecidual no vertebrado é a amastigota.
Pegadinha da questão
A banca mistura confusões clássicas: trocar o flebotomíneo pelo barbeiro, trocar amastigota por promastigota e reduzir a leishmaniose canina a dermatopatia localizada, quando o padrão correto é doença potencialmente sistêmica em cão reservatório urbano com lesões cutâneas típicas.
Dica para questões semelhantes
  • Separe mentalmente vetor e forma parasitária: flebotomíneo transmite leishmaniose; no mamífero, a forma tecidual é a amastigota.
  • Em cão com leishmaniose, descarte alternativas que descrevam doença apenas cutânea e pouco debilitante; o quadro pode ser multissistêmico.
  • Quando a alternativa citar lesões cutâneas típicas, valorize dermatite esfoliativa predominando em face, focinho, região periorbital e pinas.
  • Se a questão abordar epidemiologia urbana, o cão deve ser lembrado como importante reservatório na formulação clássica da leishmaniose visceral zoonótica.

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